Foi a partir da obra "A Aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile" também de Gabriel García Márquez, que cheguei a este livro. Embora não tenha figurado enquanto referência directa no livro, surgiu num resumo sobre o mesmo, consultado em www.netsaber.com.br. Era aí mencionado enquanto "a outra" obra do escritor igualmente escrita na primeira pessoa. Como desconhecia este título, e tratando-se de Gabriel García Márquez, foi sem hesitação que o incluí nas obras a ler.
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Este relato de um acontecimento verídico, assinado pelo "mestre" da literatura Gabriel García Márquez, é na minha opinião, um bom livro. Lê-se praticamente "num instante". A escrita fuída e agradável, captou-me o interesse desde a primeira página, e proporcionou-me bons momentos de leitura. Apesar de saber que se tratava de um relato verídico, várias vezes me tive que recordar desse facto, por ter a sensação que se tratava de uma obra de ficção. Não estou bem certa da razão pela qual tive essa impressão. Os factos relatados são na sua maior parte verossímeis, exceptuando um ou outro mais dúbio. Tudo o que é descrito poderia de facto ter acontecido. Talvez esta minha "confusão" se deva apenas ao facto de o texto estar tão bem escrito, com uma sequência temporal muito bem definida, repleto de pormenores vividos e impecavelmente descritos. Não sei. Só sei que gostei, e que aconselho a sua leitura.
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"O livro Relato de um Náufrago, escrito por Gabriel García Márquez, conta a história de um marinheiro sobrevivente de um naufrágio no ano de 1955.
No livro é relatado que um navio da marinha Colombiana sai de Mobile nos Estados Unidos da América em direcção a Cartagena na Colômbia cheio de mercadorias contrabandeadas. Duas horas antes de sua chegada, a 28 de Fevereiro de 1955,
grandes ondas varrem o convés levando 8 marinheiros e
grande parte da mercadoria ao mar. Por estar muito pesado, o navio
não pode voltar e busca-los. Apenas Luís Alexandre Velasco consegue
alcançar uma balsa, e passa por muitas dificuldades durante 10 dias no
mar, como a fome e a sede e após esse período chega em uma vila de
pescadores no norte da Colômbia. Eles não o reconhecem, porém cuidam
dele e levam-no até o hospital mais próximo.
Era época de ditadura militar na Colômbia e o governo não revelou a
história verdadeira ao povo, eles não falaram do contrabando, disseram
que houve uma tormenta, e impediram qualquer um de falar com o
marinheiro além de sua própria família, os médicos e os jornalistas do
governo, no entanto um jornalista da oposição fez-se passar por médico e
entrou para falar com Velasco."
O único livro que é mencionado nesta obra é "El Marinero Renegado". Contudo a minha pesquisa sobre o mesmo foi infrutífera, não tendo encontrado nenhuma edição. Nem sequer fiquei a saber quem seria o seu autor. Desta forma, e infelizmente, não será aqui incluído. No entanto o filme referido (Os Revoltados do Caine) é a adaptação cinematográfica do livro com o mesmo nome, escrito por Herman Wouk. Assim, e no espírito deste blogue a referência considerada foi: Os Revoltosos do Caine - Herman Wouk
malquisto - a que não se quer bem; que não é querido; antipático; mal visto.
quarto -tempo durante o qual uma parte da tripulação está de serviço. paulatinamente -de modo paulatino;de maneira lenta.
= DEVAGAR, LENTAMENTE; a pouco e pouco; por fases ou por etapas. fonendoscópio - aparelho destinado a praticar a auscultação (o mesmo que estetoscópio).
Este livro surgiu-me completamente por acaso, e não por nenhuma referência deste blogue. Contudo o autor, é em si uma referência da literatura. Veio-me parar às mãos enquanto oferta da revista Sábado, quando numas "mini férias" por altura da Páscoa, a adquiri. O senhor que me vendeu a revista perguntou-me se queria escolher um outro livro, mas nem sequer hesitei quando vi o autor, e verifiquei que desconhecia por completo esta sua obra. E não me arrependi.
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Não foi o primeiro livro que li deste autor, mas foi o primeiro deste género. Distando enormemente do tipo de livros que tenho lido ultimamente, foi refrescante percorrer este livro-documentário. O cunho literário que o autor conferiu a este relato da aventura clandestina do protagonista, dá-lhe uma fluidez e um encanto que poucos livros deste género atingem. Foi com enorme interesse e emoção que com o protagonista fui levada ao Chile que Littín encontrou na sua viagem e ao Chile de antigamente. O interesse pelo Chile, a sua história, os seus locais, as suas gentes, já em mim havia sido despertado por Isabel Allende, uma outra autora do meu coração. A aprendizagem constante a cada página e a inevitável ligação emocional ao protagonista, acrescem à riqueza desta obra. Aconselho a sua leitura a quem goste de ler Gabriel García Márquez e tenha interesse pelo Chile. Dado o carácter único deste livro optei por incluir em seguida, informação resumida sobre o livro, e de como ele surge com o cunho de García Márquez.
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"Este livro é uma reportagem em que o escritor colombiano, Prémio Nobel de literatura em 1982, dá voz ao cineasta chileno Miguel Littín que, em 1985, conseguiu entrar clandestino no seu país. A exemplo do que fez em "Relato de um Náufrago" Gabriel García Márquez escreveu "A Aventura de Miguel Littín, Clandestino no Chile" inteiramente na primeira pessoa de forma a assegurar a autenticidade sobretudo no que se refere às emoções do depoimento. Proibido de entrar no Chile pela ditadura do general Augusto Pinochet, Littín submeteu-se não só a uma mudança de personalidade, mas também de aspecto físico e da sua pronúncia não tendo sido reconhecido sequer pela sua própria mãe nem pelos soldados do palácio presidencial La Moneda, onde teve a audácia de entrar, tendo estado mesmo a poucos metros do gabinete de Pinochet, mesmo sabendo que corria o risco de ser fuzilado no caso de ser reconhecido. Fingindo um casamento Littín conseguiu entrar no Chile com várias equipas de filmagem independentes. Seguem-se os encontros clandestinos com membros da oposição, os testemunhos da população, a adoração pelo falecido salvador Allende, idolatrado como um Deus. Gravam um filme de quatro horas para a televisão e outro de duas horas para o cinema. Ambos seriam, mais tarde, projectados nos quatro cantos do planeta como instrumento de denúncia da ditadura de Pinochet. São estas as bases documentais de um documentário lançado em 1986 "Acta General de Chile" que viria a ser galardoado no Festival de Veneza e que fez aumentar a pressão internacional contra o regime do general ditador."
"Este é um livro essencialmente documental que Gabriel García Márquez escreveu a partir de uma entrevista do cineasta ao próprio escritor de que resultaram 18 horas de gravação. Nele são relatados ainda vários episódios que não foram revelados nos filmes. Nele se contam os êxitos e os contratempos de todo o processo de filmagens, permeados por esquemas de segurança, nostalgia e revolta. Alguns nomes bem como algumas referências a datas e a locais foram alterados, para segurança de pessoas que continuaram a viver no Chile. Esta é, sem dúvida nenhuma, uma obra ímpar, de leitura obrigatória."
São três as obras referenciadas neste livro.Diz-se da primeira aqui referida, que Gabriel García Márquez, após a ter lido terá deitado para o lixo o seu primeiro manuscrito de "Cem Anos de Solidão". Fica assim uma enorme curiosidade de ler esta obra, bem como a vontade de ler Pablo Neruda (a segunda referência aqui listada). Em relação à terceira obra referida, duvido ter curiosidade suficiente para de facto a ler, dado o cariz do seu conteúdo, e duvido até que exista uma edição em português. Contudo não pode deixar de figurar nesta lista. Para além das obras referidas no próprio texto, surge no resumo que encontrei em http://www.netsaber.com.br, a referência à obra "Relato de Um Náufrago" , por o autor, à imagem do que faz neste livro, o ter escrito inteiramente na primeira pessoa. Tendo-me ficado a curiosidade, optei por incluí-lo aqui. As obras assim referidas são:
Sendo o protagonista desta "aventura no Chile" um cineasta, considerado até o maior cineasta chileno da actualidade, é com naturalidade esperada que surgem referências a obras cinematográficas. Procurei-as para tentar deixar neste blogue os links necessários para quem queira saber/ver mais.
Listo em seguida as palavras "novidade" (para mim, é claro) desta obra.
serôdio -Que vem no fim da estação própria. = TARDIO .Que aparece ou acontece fora do tempo que é considerado próprio.Que já se sabe há muito tempo. = ANTIGO, VELHO.
catadura - Aspecto do semblante (considerado como revelador do estado do ânimo).Aparência.