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Wednesday, January 15, 2014

As Aventuras de Robinson Crusoe - Daniel Defoe

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São várias as ligações que me conduziram a este título, o que nãome  surpreendeu, visto estar perante um dos maiores clássicos de sempre da literatura infanto-juvenil. Os livros que até ao momento mencionaram Robinson Crusoe foram:
Foi com enorme prazer que vi este livro ser mencionado por tantas vezes, já que se trata nada mais nada menos que o meu livro de infância preferido. Nem vos saberia dizer quantas vezes o li, e sei que estou perante o meu "record" pessoal de "livro mais vezes lido". Isto porque quando era pequena, à medida que as minhas capacidades de leitura iam progredindo, bem como a minha idade, assim a minha mãe permitia que eu escolhesse uma versão mais adequada à fase de desenvolvimento em que me encontrava. Por sinal, existia uma editora que editava os livros infantis desta forma, e este em particular figurava para todas as faixas etárias, por isso li comecei com a versão dos 6 anos, e fui por aí fora até chegar a uma edição de "adulta". Isto sem contar com as vezes que relia a mesma versão, enquanto não podia pedir outra. 

No entanto, e apesar de todas estas leituras, esta será a primeira vez que irei ler uma edição em português. Uma coisa é certa: antes de começar...já sei que adoro o livro, pelo que a opinião que se seguirá será tudo menos isenta.

Nota -  Este livro foi posteriormente mencionado no livro


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Se leram o parágrafo anterior, já estão a par de que este é o meu livro preferido dos meus tempos de infãncia. Várias vezes o reli, e em diferentes versões, mas esta foi a primeira vez que o li em português. Dado o lugar especial que esta obra ocupa no meu coração, esta opinião será a menos isenta de todas as que já dei neste blogue, e isso é algo incontornável.

Simplesmente adoro esta aventura e tudo o que ela representa. Enquanto criança, vivia-a intensamente e a minha imaginação transportava-me para a ilha de Crusoe onde me imaginava na pele do protagonista. Deliciava-me com cada leitura, mesmo já sabendo o desfecho. 

Ao relê-la agora em adulta, o impacto é bem menor, e até dei por mim a interrogar-me sobre o que terá causado esta minha ligação tão forte às aventuras de Crusoe. Não deixa no entanto de ser uma excelente leitura, mas talvez a altura melhor para ser lida será durante a infância ou adolescência, altura essa que me parece ser aquela em que a história poderá surtir maior efeito. 

Quanto à edição portuguesa, foi um pouco estranho ler o nome de Friday traduzido literalmente. Por alguma razão, não me soou nada bem chamá-lo "Sexta-Feira". Apesar disso não encontrei problemas de maior em ler em português, e parece-me estar bastante bem conseguida a tradução.

Por tudo o que atrás já referi, gostaria de recomendar esta leitura. Deverá sem dúvida constar como "leitura obrigatória" para os mais jovens.


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Linked books...


"Last Link": não foram mencionadas outras obras, pelo que este livro representa o fim de várias ligações.


Linked places...


Hull (England)
Winterton Lighthouse (Norfolk, England)
Cromer (Norfolk, England)
Baía de Todos os Santos (Brasil)
Cabo de Santo Agostinho (Brasil)
Arquipélago Fernando de Noronha (Brasil)

Linked looked up words...


traquete - vela que se encontra no mastro com o mesmo nome. É a vela de maior dimensão do mastro de vante (proa).
caranguejar - andar de um lado para o outro sem fazer nada; andar devagar; hesitar, não se decidir (figurado).
escarpim - pé de meia que se calçava por baixo das meias; espécie de chinela; sapato que deixava o calcanhar a descoberto.
tamis - peneira de seda; tecido inglês de lã.
mangual - instrumento para malhar cereais, composto de dois paus ligados por uma correia, sendo um curto e grooso, e o outro comprido e delgado (o mesmo que malho)
celamim - antiga medida de capacidade que correspondia à 16ª parte do alqueire.
escovém - orifício por onde passa a amarra.
probo - que tem carácter íntegro, honrado, justo, recto.

Tuesday, October 29, 2013

História Política do Diabo - Daniel Defoe


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Foi no livro "O Moinho à Beira no Rio" de George Eliot, que vi com agrado ser mencionado este título. Apesar de nunca o ter lido, nutro enorme admiração pelo seu autor, por ter sido o criador do meu livro favorito da infância : Robinson Crusoe. Para ser sincera, desconhecia até esta sua obra, pelo que foi com grande expectativa que iniciei esta leitura.

Este exemplar foi adquirido no site leilões.net (que já não existe, e que se utilizarmos o link antigo, somos redireccionados para o coisas.com)



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Infelizmente, fiquei desiludida com este livro. Não era nada o que esperava de Daniel Defoe...É claro que sabia que este seria um livro forçosamente diferente de Robinson Crusoe, porque é um género literário totalmente distinto, mas não esperei ter a sensação de que estava a ler um autor desconhecido. Acho que até prefiro "esquecer" que é o mesmo Defoe.

Esquecendo Robinson Crusoe, e atentando apenas neste título, devo dizer que não é um livro que eu aconselhe. Tem partes melhores e piores, umas mais interessantes que outras, mas essencialmente não me trouxe nada de novo. Acredito que no século em que foi escrito pudesse ter sido um obra de interesse, mas actualmente, nunca será uma obra para as "massas", mas para um "punhado" de leitores mais exigentes e interessados na história da literatura inglesa, ou no diabo e misticismos afins.

O texto é muito repetitivo. É um livro bastante extenso, mas se formos "espremer" a informação que dele retiramos, chegamos à conclusão que muito fica muito aquém das próprias promessas do autor. Defoe diz constantemente que "Vai dizer...", "Vai fazer", isto ou aquilo, e depois não concretiza, ou pelo menos não o faz como nos levou a crer inicialmente que faria.

O que menos me agradou foi o tom crítico a Milton, mais especificamente ao seu Paraíso Perdido. Penso que Defoe tentava o sarcástico e o irónico, mas sinceramente, a mensagem não me chegou dessa forma, talvez devido ao exagero que atingem as suas afirmações. A agressividade no seu discurso é tanta, e também tão repetitiva, que me passou uma imagem de um Defoe mesquinho, invejoso, ressentido e ressabiado. E fá-lo em nome de repor a "verdade" ou a "história", isto sim que só pode ser ironia, uma vez que Milton fala sobre a queda do diabo, para além de se tratar de uma obra poética. Na minha opinião Milton tinha quer em termos estruturais quer em termos de conteúdo, total liberdade, e as críticas de Defoe são no mínimo vãs e desnecessárias. Também totalmente infrutuosos são os seus poemas, que ele acrescenta ao texto, na tentativa (pareceu-me) de zombar dos de Milton.

Se ele não tivesse feito da obra de Milton algo tão recorrente no seu discurso, talvez eu até na leitura tivesse deixado passar. No entanto é impossível contornar o ataque aberto a Milton que Defoe encerra, e não era nada esta a imagem com a qual eu gostaria de ter ficado deste autor, já que como disse atrás é um escritor pelo qual nutro grande admiração.

Quanto a aspectos positivos, posso dizer que me agradou a sensação de que o autor estava muito bem documentado e que dominava o assunto sobre o qual estava a falar. Em especial em relação ao seu conhecimento sobre a Bíblia que acaba, como é natural, por ser uma das suas maiores referências. Agradou-me também as pequenas estórias que ele conta dentro da "História Política do Diabo". A estrutura dos capítulos também acho perfeita, embora como disse anteriormente, a informação retirada do capítulo não é bem a que está antecipada nas pequenas sinopses associadas a cada capítulo. E claro está, é um texto muito bem escrito, apesar de não me agradar muitas vezes o comprimento das frases, que amiúde me pareceram demasiado longas.

Resumindo:
a)  não fiquei a saber nada mais do que aquilo que já sabia sobre o diabo, o que não estava à espera após ler um livro de 424 páginas que se chama "História Politica do Diabo";
b) não consigo concordar com a ideia (mais ou menos estabelecida) de que se trata de um excelente livro sarcástico e irónico. Eu só senti agressividade e aviltamento.
c) o livro é repetitivo, longo e cansativo, e muitas vezes me apeteceu desistir.
d) a boa imagem que guardava do autor Daniel Defoe ficou tocada negativamente após ler este livro;

Não posso afirmar que não gostei, porque houve partes divertidas e interessantes no livro e é um livro que está bem escrito, bem fundamentado, e bem estruturado. Para além disso mostra a humanidade no seu pior, que apesar de não ser algo bonito de se "ver",  faz reflectir sobre a nossa natureza e comportamento. É também uma obra que tem a sua importância histórica no panorama literário inglês, e não só. Mas...não posso recomendar. Desculpe-me Defoe...


Linked opinions by other bloggers...


Esta é uma rubrica nova no nosso blog, e trata-se de deixar aqui um ou mais links com opiniões de outros bloggers, contrárias à nossa, para que os nossos leitores tenham uma informação mais completa sobre o livro:


Linked books...


Metamorfoses - Ovídio

O Paraíso Perdido - John Milton

Ilíada- Homero (foi mencionado o rapto de Helena e o cerco de Tróia)

Hudibras - Samuel Butler

The Ancient and Modern Ballads of Chevy Chase - Anon (foi mencionada a balada de Chevy Chase)

Eneida - Virgílio (foi mencionado o autor, mais do que uma vez até "As linhas de Virgílio...", etc., e este livro já está nossa lista de livros a ler)

As Aventuras de Robinson Crusoe - Daniel Defoe (mencionado na contracapa "Do Autor de..." e também nas notas "Sobre o Autor")

O Livro dos Snobs - W.M. Thackeray (publicidade da editora na badana deste exemplar)

Conversas à Mesa - Lutero

The Lancashire Witch Craze, Jennet Preston and the Lancashire Witches, 1612 - Jonathan Lumby (Foi mencionada a História das Bruxas de Lancashire, e este foi o livro que encontrei mais próximo do tema)

O Caminho de Merlim - Jean-Louis Fetjaine (foi mencionado o personagem Merlim, e após procura, encontrámos este título à venda no site de leilões Coisas.com)


Linked people...


Saladino
Filipe II de Espanha
Luis XIV
Samuel Bochart
Mazarin
Miguel Servet
Jonathan Wilde
Andrew Marvell
Sir Walter Raleigh

Linked mythological figures...


Cadmo
Júpiter
Prosérpina

Linked places...


Prisão de Newgate
Monte Parnaso
Abadia de Crowland
Catedral de Gloucester
Peak District

Linked flora...



Mandrágora
Beladona


Linked looked up sentence:


"Qui Contemplatione Creaturarum cognovit Creatorem"
significa: "Aquele que conhece o Criador pela contemplação da criatura"



Linked looked up words:


Taberá - Queima (uma conflagração, incêndio). Lugar de acampamento dos judeus no ermo do Sinai, descrito na bíblia, cuja localização exacta é desconhecida. Por causa de uma queixa ocorrida ali, Deus enviou um fogo que consumiu algumas pessoas na extremidade do acampamento. Mas quando Moisés suplicou a Jeová, o incêndio diminuiu ou extinguiu-se. Este incidente deu origem ao nome Taberá.

coevo -  que ou quem é do mesmo tempo ou da mesma época (contemporâneo, coetâneo).

acolitar - ajudar como acólito; acompanhar (para prestar serviços).

xibolete - No Velho Testamento está escrito que esta palavra foi usada para distinguir entre duas tribos semitas, os gileaditas e os efraimitas, que se encontravam em confronto. Os gileaditas, vencedores da contenda, bloquearam todas as passagens para o Rio Jordão a fim de evitar que os efraimitas sobreviventes pudessem escapar. Os soldados sentinelas exigiam que todos os que por lá passassem pronunciassem a palavra "shibboleth", mas como os efraimitas não tinham o fonema "x" no seu dialecto, só conseguiam pronunciar "sibboleth", utilizando o fonema "si" na primeira sílaba, sendo assim reconhecidos e executados.
Hoje em dia significa: sinal ou gesto combinado (senha), ou característica distintiva.

lhano - que mostra sinceridade ou franqueza (franco, sincero), por exemplo amizade lhana; que tem simplicidade no trato (simples, singelo); que demonstra amabilidade (afável, amável).

vitualhas - conjunto de provisões de alimentos (mantimentos, víveres).

mendaz - que mente por hábito (falso, mentiroso); em quem não se pode confiar (desleal, traiçoeiro)

precípuo - principal. Na jurisprudência diz-se dos bens que o herdeiro não é obrigado a trazer à colação, ou, vantagem que o testador ou a lei dá a um dos herdeiros.

arroubo - acto ou efeito de arroubar, enlevo, arrebatamento, êxtase, rapto, encanto.
Restituição, à massa da herança, dos valores recebidos pelos herdeiros antes da partilha.

"colação", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/cola%C3%A7%C3%A3o [consultado em 29-10-2013].
os bens que o herdeiro não é obrigado a trazer à colação.

"precípuo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/prec%C3%ADpuo [consultado em 29-10-2013].
Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

"lhano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lhano [consultado em 29-10-2013].
Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

"lhano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lhano [consultado em 29-10-2013].Que
Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

"lhano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lhano [consultado em 29-10-2013].
Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

2. Que tem simplicidade no trato (ex.: ficaram surpreendidos com os modos lhanos do rapaz). = SIMPLES, SINGELO

3. Que demonstra amabilidade (ex.: voz lhana). = AFÁVEL, AMÁVEL

"lhano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lhano [consultado em 29-10-2013].
Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

2. Que tem simplicidade no trato (ex.: ficaram surpreendidos com os modos lhanos do rapaz). = SIMPLES, SINGELO

3. Que demonstra amabilidade (ex.: voz lhana). = AFÁVEL, AMÁVEL

"lhano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lhano [consultado em 29-10-2013].
Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

2. Que tem simplicidade no trato (ex.: ficaram surpreendidos com os modos lhanos do rapaz). = SIMPLES, SINGELO

3. Que demonstra amabilidade (ex.: voz lhana). = AFÁVEL, AMÁVEL

"lhano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lhano [consultado em 29-10-2013].
Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

2. Que tem simplicidade no trato (ex.: ficaram surpreendidos com os modos lhanos do rapaz). = SIMPLES, SINGELO

3. Que demonstra amabilidade (ex.: voz lhana). = AFÁVEL, AMÁVEL

"lhano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lhano [consultado em 29-10-2013].
1. Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

2. Que tem simplicidade no trato (ex.: ficaram surpreendidos com os modos lhanos do rapaz). = SIMPLES, SINGELO

3. Que demonstra amabilidade (ex.: voz lhana). = AFÁVEL, AMÁVEL