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Wednesday, December 26, 2012

Martin Eden - Jack London

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Foi James Jones em Até à Eternidade que mencionou este título de Jack London, que será o terceiro título do autor a ser lido neste blogue. Comprado na Bertrand do Colombo em Agosto, tem estado na estante à espera da sua vez. Até agora, tenho gostado dos livros de Jack London, pelo que ao iniciar a sua leitura esperava que este livro fosse também ele uma boa história, sem surpresas de maior.

Linked opinion...
A surpresa surgiu logo nas primeiras páginas, quando me senti-me sugada para dentro desta história, e continuou quando me apercebi, ao fim de horas, que o tempo tinha passado sem eu ter dado conta.

Transportada por um estilo de escrita belo e harmonioso, e para uma história totalmente absorvente, fiquei deliciada com este livro.

Já antes admirava este autor, mais pela sua história de vida, que pelos livros que havia lido até ao momento. Talvez tenha sido por este ser considerado o seu romance mais autobiográfico, que me apaixonou tanto.  Não sei.

Estava quase certa de que este livro iria figurar ao lado dos meus livros favoritos. Infelizmente, e já depois de mais de metade da história, senti-me a retrair e a afastar-me da empatia quase simbiótica que tinha criado com o personagem principal, e que estava a causar a "magia" que só alguns (poucos) livros conseguem operar nos leitores. Que privilégio é quando isso acontece. E que pena perdê-la como me aconteceu aqui...

De qualquer das formas, não deixa de ser um livro que considero pertencer a uma estirpe superior, e que recomendo sem pensar duas vezes.

Linked books...

Fome - Knut Hamsun (mencionado na introdução ao livro)

Cartas de Jack London - Jack London (também mencionado na introdução)

As Minas de Salomão - Henry Rider Haggard

Tritram of Lyonesse - Algernon Charles Swinburne (London refere o autor Swinburne, "que tinha o sentido da cor e da luz", e retratava a rapariga Isolda...)

Dolores -  Algernon Charles Swinburne

Excelsior - Henry Wadsworth Longfellow

Selected Poems - Rudyard Kipling (foram mencionados os poemas de Kipling)

A Doutrina Secreta - Helena P. Blavatsky

The Classical Myths in English Literature - Charles Mills Gayley

A Vida das Abelhas - Maurice Maeterlinck (foi mencionado o autor, e este título foi escolhido por ser o único livro em português deste autor disponível na Wook)

Age of Fable  - Thomas Bullfinch

Otelo - William Shakespeare (foi mencionada Desdémona, uma das personagens desta peça)

O Colar de Veludo - Alexandre Dumas (pai) - foi mencionado o autor, e foi escolhida esta obra por estar disponível na Winking Books, e ser um título para mim desconhecido)

First Principles - Herbert Spencer

The Principles of Psychology - Herbert Spencer

Ensaio sobre o Entendimento Humano - John Locke

Philosophy of Style - Herbert Spencer


Linked poems...


The Psalm of Life
Henry Wadsworth Longfellow

WHAT THE HEART OF THE YOUNG MAN SAID TO THE PSALMIST

    TELL me not, in mournful numbers,
        Life is but an empty dream ! —
    For the soul is dead that slumbers,
        And things are not what they seem. 

    Life is real !   Life is earnest!
        And the grave is not its goal ;
    Dust thou art, to dust returnest,
        Was not spoken of the soul. 

    Not enjoyment, and not sorrow,
        Is our destined end or way ;
    But to act, that each to-morrow
        Find us farther than to-day. 

    Art is long, and Time is fleeting,
        And our hearts, though stout and brave,
    Still, like muffled drums, are beating
        Funeral marches to the grave. 

    In the world's broad field of battle,
        In the bivouac of Life,
    Be not like dumb, driven cattle !
        Be a hero in the strife ! 

    Trust no Future, howe'er pleasant !
        Let the dead Past bury its dead !
    Act,— act in the living Present !
        Heart within, and God o'erhead ! 

    Lives of great men all remind us
        We can make our lives sublime,
    And, departing, leave behind us
        Footprints on the sands of time ; 

    Footprints, that perhaps another,
        Sailing o'er life's solemn main,
    A forlorn and shipwrecked brother,
        Seeing, shall take heart again. 

    Let us, then, be up and doing,
        With a heart for any fate ;
    Still achieving, still pursuing,
        Learn to labor and to wait.

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Apparition
 William Ernest Henley
Thin-legged, thin-chested, slight unspeakably,
Neat-footed and weak-fingered: in his face -
Lean, large-boned, curved of beak, and touched with race,
Bold-lipped, rich-tinted, mutable as the sea,
The brown eyes radiant with vivacity -
There shines a brilliant and romantic grace,
A spirit intense and rare, with trace on trace
Of passion and impudence and energy.
Valiant in velvet, light in ragged luck,
Most vain, most generous, sternly critical,
Buffoon and poet, lover and sensualist:
A deal of Ariel, just a streak of Puck,
Much Antony, of Hamlet most of all,
And something of the Shorter-Catechist.

Jimmy Britt
Richard Realf
August Bebel
Matthew Arnold
William Edward Hartpole Lecky

Henry James
Brander Matthews

Linked mythological figures...

Nemesis

Linked words...

burilou - abrir sulcos com buril. = ENTALHAR, GRAVAR, LAVRAR; retocar ou melhorar o estilo de. = APRIMORAR, APURAR; ficar indelevelmente na memória. = GRAVAR, INCUTIR

pusilânime - excessivamente tímido; que não tem coragem para reagir.

despautério - (francês Despautère, antropónimo [afrancesamento de J. van Pauteren, 1480-1520, gramático flamengo autor de gramática latina muito difundida na Europa])
grande disparate; tolice de marca maior. = CONTRA-SENSO, DESCONCHAVO, DESPROPÓSITO

inanidade - qualidade de inane. = VACUIDADE; nenhum valor; futilidade; vaidade.

marçano - aprendiz de caixeiro.

escolho - penhasco que está de todo escondido ou só à superfície do mar; [figurado]  perigo; obstáculo.

diatribe - escrito ou discurso violento e injurioso (que acusa ou critica).

batoque - espécie de rolha (geralmente de madeira) com que se tapa o orifício que há no alto das pipas e de outras vasilhas de aduela;  [informal, depreciativo]  indivíduo baixo e gordo.

madraço -  que ou quem é dado à ociosidade ou não gosta de trabalhar. = MANDRIÃO

malsã -  nocivo à saúde. = COMBALIDO, INSALUBRE; que tem saúde frágil; que tem más intenções. = MALDOSO, MAL-INTENCIONADOBEM-INTENCIONADO

almotolia - vasilha portátil, de forma cónica, para azeite e outros líquidos oleaginosos. = AZEITEIRA, AZEITEIRO, GALHETA; recipiente, dotado de bico longo, destinado a conter líquido oleoso para lubrificar peças ou mecanismos. = CANTIMPLORA. 

Thursday, April 19, 2012

Última Saída Para Brooklyn - Hubert Selby Jr.

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Foi em Wilt de Tom Sharpe  que este livro foi mencionado. Julgava desconhecer de todo o autor e este título, contudo no decorrer da sua leitura, pareceu-me reconhecer remotamente alguns dos personagens e algumas das histórias nele contidas. Foi uma sensação um pouco estranha já que não conseguia lembrar-me exactamente de onde. Só bastante mais tarde relembrei que havia visto o filme, não todo, mas partes do mesmo, já há muitos anos atrás. Apesar desta sensação de "déjá vu" em algumas partes do livro, fiquei muito agradada com esta referência, uma vez que era isto mesmo que pretendia, quando comecei esta "viagem" pelos livros. Isto porque duvido que fosse ler este livro, não fora a referência encontrada, o que sem dúvida seria uma perda para mim.

Linked opinion... 

Chegada a esta referência e pensando pouco saber sobre o livro e o seu autor, foi com enorme surpresa, como já atrás expliquei, que fui reconhecendo as histórias e os personagens. Contudo, como nem tudo me era conhecido o livro ainda me reservou grandes surpresas. Não diria "boas" somente apenas porque as histórias não são bonitas, mas sim cruas, reais, e "feias" como pode ser feia a realidade. E as "realidades" deste livro são realmente duras, e os temas são sem dúvida fortes. A marginalidade, pobreza, prostituição, crime, sexo, violência doméstica, homossexualidade, travestismo, greves, são alguns dos temas retratados pelo autor. O livro está dividido em seis partes independentes, contudo o espaço físico no qual os personagens se movimentam é partilhado, e também alguns dos personagens se intersectam. As histórias remontam à década de 50, nos bairros sociais de Brooklyn, mas é muito fácil (infelizmente) encontrar paralelismos para os dias de hoje. Talvez as histórias já não nos choquem hoje como chocaram na altura da sua publicação (o livro chegou a ser proibido, por ordem de tribunal), uma vez que a violência, a pobreza e os dramas humanos nos entram pela "casa" dentro a quase toda a hora, com uma infeliz e inevitável dessensibilização para estas matérias. Não há qualquer dúvida no entanto que me parece impossível ficar-se indiferente ao que se leu. 
A forma de escrita do autor requer ao leitor alguma habituação. Primeiro porque a oralidade e a escrita se fundem, já que o autor transcreve a fonética da oralidade para o papel. É reforçada a acção desta forma, e somos levados instantaneamente ao universo linguístico dos personagens. Também algo que requer habituação são as ausências de pausas, por exemplo quando um personagem fala, ou entre acções. Os ritmos de leitura e da acção, têm uma cadência única já que não há pausa e todas as acções, falas, etc, estão ligadas por "e". Quando esperávamos um ponto final, não o temos, e temos mais um "e", que se sucedem em catadupa, até ao final esperado do parágrafo. Após o leitor se habituar, deixa de pensar nisso, e só reconhece que tudo se passa muito depressa dentro da história, tal como acontece na realidade.
Em suma, este foi um livro do qual gostei particularmente, e fiquei agradecida a "Tom Sharpe" por mo ter dado a conhecer.

Linked review... 
  
«Última Saída para Brooklyn (1964), um dos expoentes míticos da literatura norte-americana contemporânea, é uma obra que se destaca pela originalidade narrativa e enquanto testemunho impiedoso da vida na zona mais feroz da selva nova-iorquina.

Com personagens inesquecíveis (marginais, travestis, prostitutas, famílias operárias), intensa justaposição de descrições, pensamentos e diálogos, extraordinária capacidade de captação da gíria e da oralidade características dos vários grupos sociais, o aparato de violência e crueza destas páginas são consequência natural de uma sociedade sem amor.

Ao longo de seis histórias, que constituem um políptico em movimento e cujo denominador comum é o bairro de Brooklyn, Hubert Selby Jr. escruta implacavelmente essa violência, girando-a em torno da sexualidade, das drogas e da brutalidade humana, em geral.

"Amado e odiado (a ponto de ter sido proibido em vários Estados americanos e na Grã-Bretanha - o seu caso acabará por ser determinante na evolução da lei inglesa a respeito da chamada literatura obscena), tornou-se uma obra mítica que a passagem do tempo transformou num clássico." - Ana Cristina Leonardo, Expresso

Fonte: www.bbde.org 

Linked movie... 

Este livro foi adaptado ao cinema em 1989 por Uli Edel, com guião do próprio autor.

 
"Ultima Saída Para Brooklyn" (trailer)


Linked poem...

Durante a narrativa do livro é lido um poema, "O Corvo" de Edgar Allan Poe. Gostaria de partilhá-lo aqui, na tradução de Fernando Pessoa. Como é um pouco grande para este post, deixo o link, que permite também ler a versão original: http://www2.dem.ist.utl.pt/~jsantos/Literature/O_Corvo.html.


Linked songs...

 A canção mencionada foi "Un bel di, Vedremo", da Madame Butterfly de Puccini.. Tomei a liberdade de escolher esta versão/interpretação para partilhar.


Linked People...
Illinois Jacquet (1922-2004) - mencionado no texto. A música foi por mim escolhida.


Este músico, Charlie "Bird" Parker foi mencionado algumas vezes durante o texto. Escolhi esta música para partilhar aqui. Existe também um filme de Clint  Eastwood sobre este a vida deste músico, interpretado no filme por Forest Whitaker.



Também mencionado no texto vem Lefty Frizzell (1928 - 1975) do qual escolhi esta música para partilhar.

 Dinah Washington (1924 - 1963)
(Tomei a liberdade de escolher a música. Apenas a intérprete é mencionada no texto.)


Linked words...

baia - tapume ou gradeamento usado para isolar ou separar um espaço.
adejar - bater as asas; esvoaçar; mover.
requebros  -  movimento lascivo ou lânguido; inflexão ou tom amoroso; expressão amorosa do olhar; galanteio, dito apaixonado; trinado.