Foi Yann Martel quem nos conduziu a esta leitura, por ter mencionado esta obra de Primo Levi no seu livro "Beatriz e Virgílio", um livro que à imagem deste, também tem como tema o Holocausto.
A edição lida foi a da imagem, comprada em segunda mão numa venda solidária, perto da Ericeira, no decorrer deste ano.
Veja em baixo o video opinião sobre esta leitura!
Sinopse...
"Na noite de 13 de Dezembro de 1943, Primo Levi, um jovem químico membro da resistência, é detido pelas forças alemãs. Tendo confessado a sua ascendência judaica, é deportado para Auschwitz em Fevereiro do ano seguinte; aí permanecerá até finais de Janeiro de 1945, quando o campo é finalmente libertado. Da experiência no campo nasce o escritor que neste livro relata, sem nunca ceder à tentação do melodrama e mantendo-se sempre dentro dos limites da mais rigorosa objectividade, a vida no Lager e a luta pela sobrevivência num meio em que o homem já nada conta. Se Isto é um Homem tornou-se rapidamente um clássico da literatura italiana e é, sem qualquer dúvida, um dos livros mais importantes da vastíssima produção literária sobre as perseguições nazis aos judeus."
Fomos conduzidos a esta leitura pela mão de Yann Martel. Martel, na sua obra "Beatriz e Virgílio", mencionou "Di Lampedusa e o seu leopardo", e foi assim que esta obra chegou ao Linked Books.
É a primeira vez que este autor é lido para o blog, e sobre ele e a sua obra muito pouco sabemos. Temos conhecimento de que este romance histórico passado na Itália é um clássico, e é considerado a obra-prima de Lampedusa.
De entre estas parcas informações, a que me fez ter maior vontade de o ler, foi o facto de se passar em Itália, país esse que "mexe" com o meu imaginário. Assim, apesar da capa que pessoalmente acho medonha, escolhi este livro para levar de férias e foi com muita curiosidade que iniciei a sua leitura.
Este exemplar foi obtido através da plataforma WinkingBooks.
Linked synopsis...
"Romance histórico situado
na segunda metade do século XIX, "O Leopardo" conta a fascinante
história de uma aristocracia siciliana decadente e moribunda, ameaçada pela
aproximação da revolução e da democracia. O enredo dramático e a riqueza dos comentários,
o contínuo entrelaçar de mundos públicos e privados e, sobretudo, a compreensão
da fragilidade humana impregnam "O Leopardo" de uma particular beleza
melancólica e de um raro poder lírico, fazendo dele uma das obrasprimas da
literatura. Em 1959, foi-lhe atribuído o Prémio Strega e, em 1963, foi
imortalizado no cinema por Luchino Visconti, com Burt Lancaster, Alain Delon e
Claudia Cardinale nos principais papéis."
Linked opinion... Uma coisa é certa: esta não será a melhor leitura "para férias". Várias vezes me arrependi de ter sido este o único livro que escolhi para levar. Mas não me interpretem mal, não é um mau livro! De todo!
Este é um romance sólido e robusto, escrito de forma magnífica. Entendo perfeitamente porque se terá tornado um clássico e sido considerado a obra-prima deste autor. Contudo, pessoalmente, a história não me marcou nem me interessou particularmente. Se bem que o facto de se passar em Itália, mais precisamente na Sicília tenha despertado o meu interesse, achei o enredo desinteressante.
A história revela a vida de uma família da aristocracia italiana, ou melhor, a sua decadência. Vítima de mudanças políticas e sociais, a família "luta" ingloriamente para continuar a deter o seu estatuto social e a sua riqueza. "Algo tem que mudar para que continue tudo exactamente como está" é a frase que marca este livro.
Talvez por contar a história de um fim, transmite uma visão do mundo e da vida pesada e triste, com a qual não me consegui identificar. Mas não me interpretem mal, pois o que referi aqui como mau é apenas uma questão de gosto pessoal, pois de mal este livro não tem nada.
Um dos pontos fortes é a escrita brilhante do autor. Em especial nas passagens descritivas, existem algumas geniais. Marcou-me em especial uma descrição do jardim, tão intensa e tão vívida, que me pareceu quase sentir os cheiros descritos.
Outro ponto forte são as personagens. Todas as personagens do livro são poderosas e bem demarcadas, sem no entanto haver estereótipos. São personagens densas, de personalidades diversas e muito fortes, e que sei que não se esquecerão facilmente.
Resumindo, apesar de não ter gostado muito da história em si, este é um livro a ter em conta, e julgo que será de "leitura obrigatória" para todos os apreciadores de romances históricos.
O Dançarino Mundano - Paul Borguet (foram referidos os "livros de Bourget", e escolhido este título por ter sido o primeiro que encontrámos com edição portuguesa) O Crime de Sylvestre Bonnard - Anatole France (foram referidos os "livros de France", e escolhido este título para representar esta referência por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos)
Le Vergini Delle Roche - Gabriele D'Annunzio (foram referidos os livros deste autor sem particularizar o título, e escolhida esta obra por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos)
A Última Fada - Matilde Serao (foram referidos os livros de Matilde Serao, e escolhido este título por ter sido o primeiro que encontrámos com edição portuguesa)
D.Quixote de La Mancha - Miguel de Cervantes (foram mencionados os personagens D. Quixote e Sancho Pancha)
Viagem ao Centro da Terra - Julio Verne (foram referidos os "livros de Verne", e este título foi o escolhido por já se encontrar na nossa lista de livros por ler)
A Noiva de Lammermoor - Walter Scott (foi mencionada a canção "Tu que para Deus abriste as asas" da ópera Lúcia de Lammermoor, ópera essa que é baseada neste título)
Madame Bovary - Gustave Flaubert (Flaubert foi mencionado, tendo este título sido o escolhido por já se encontrar na nossa estante de livros a serem lidos)
Poems of Giacomo Leopardi - Giacomo Leopardi (foi referida a poesia deste autor: "La Ginestra o il fiore del deserto", e escolhido este título para representar essa menção)
O Mistério de Edwin Drood - Charles Dickens (Dickens foi mencionado, e este título foi o escolhido para representar esta referência, por já se encontrar na nossa estante de livros a serem lidos)
A Vida era Assim em Middlemarch - George Eliot (Eliot foi mencionada, e este título foi o escolhido para representar esta referência, por já se encontrar na nossa estante de livros a serem lidos)
Ilusões Perdidas - Honoré de Balzac (Balzac foi mencionado, e este título foi o escolhido para representar esta referência, por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos)
O Que é a Propriedade - Proudhon (Proudhon foi mencionado, e este foi o título escolhido para representar essa referência por ser uma das poucas edições em português que encontrámos deste autor)
Canti di Aleardo Aleardi - Aleardo Aleardi (foram mencionados "os cantos de Aleardo Aleardi)
abside - espécie de corredor semicircular na parte lateral e posterior do altar-mor; tribuna; dossel que encima o sacrário; relicário; [astronomia] o apogeu e o perigeu de um planeta.
alão - cão grande de fila, mastim, molosso.
arcipreste - [religião] delegado episcopal para superintender em determinado número de paróquias = acipreste, arquipresbítero.
atávica - causado pelo atavismo (propriedade de os seres reprdutores comunicarem aos seus descendentes, com intervalo de geração, qualidades ou defeitos que lhes eram particulares; semelhança com os antepassados)
baldaquim - o mesmo que baldaquino (dossel sustentado por colunas; obra arquitectónica em forma de coroa, sustentada por colunas; pálio)
castão - ornato na parte superior da bengala = gastão.
flibusteiro - pirata dos mares americanos, nos séculos XVII e XVIII; que, ou quem é aventureiro ou temerário; que, ou quem é ladrão ou trapaceiro.
gaifona - momice, careta, esgar.
libré - farda de lacaios e cocheiros de casa rica; [informal] qualquer farda; o que se usa vestido; vestimenta; [figurado] aparência.
murzelo -preto, cor de amora; cavalo preto.
plaga - [linguagem poética] pais, região; [antigo] certo tom musical.
resteva -restolho, esteva.
vilegiatura -temporada que se passa fora da zona de habitação habitual, a banhos, no campo ou viajando, para descansar dos trabalhos habituais.