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Wednesday, December 24, 2014

A Dama Pé-de-Cabra - Alexandre Herculano

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Foi João Aguiar no seu livro "Diálogo das Compensadas" que ao mencionar a expressão "cousa mui escusada e indecente" me conduziu a este título. É a primeira vez que Alexandre Herculano surge no nosso blog.

Apesar de desconhecer este livro, tem no entanto um título bastante sugestivo, e esta pequena edição convida à leitura. Assim partimos para este texto com algum interesse, mas sem saber o que esperar.

Este exemplar foi adquirido atavés da Winking Books.

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"A Dama Pé-de-Cabra, conto que dá título ao livro, conta a história de um nobre senhor que, ao encontrar na serra uma dama, por ela se perde de amores; mas a dama não é quem parece ser e muito terá o nobre de sofrer em consequência das suas escolhas. Um conto misterioso, intrigante, marcante pelo tom com que é apresentado (quase como uma história contada em voz alta) e onde os elementos sobrenaturais são soberanos."
from: Goodreads

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Como atrás referi, quando iniciei esta leitura, não fazia ideia sobre o que esperar. O início foi algo atribulado, uma vez que o texto está escrito em português antigo, repleto de palavras cujo significado desconhecia. Como podem ver em baixo na rúbrica "Linked looked up words...", foram muitos os significados que tive que consultar, o que foi uma experiência um pouco estranha de início. Contudo, após alguma habituação, comecei a apreciar esta particularidade, pois apesar de tornar a minha leitura mais lenta e cuidada, transportou-me de facto para um imaginário de tempos antigos, levando-me a "sentir" a época da lenda contada. Assim, apesar de este aspecto ter levado a que a leitura do texto não fosse fácil e simples, confere-lhe algo de especial e diferente das leituras que ultimamente tenho realizado.

Quanto à história, é bastante simples. Trata-se de uma lenda, que joga com os temas clássicos do sagrado e do profano, sem nada de muito surpreendente, pelo menos, não para os tempos habituais. Acredito que quando foi escrita, possa ter despertado em muitos o interesse pelo fantástico, e pelas lendas e mitos do nosso país, mas apesar de ter sido uma leitura interessante, não foi uma história relevante ou marcante. Julgo mesmo que não irá permanecer na minha memória durante muito tempo.

Esta história é uma lenda popular, que data do séc. XI, e que Alexandre Herculano compilou no livro "Lendas e Narrativas" no século XIX. Considero esse trabalho do autor de grande valor e importância para a memória nacional. As crenças, lendas e mitos do foclore nacional, riquíssimas nos mais variados aspectos, foram assim impedidas de cair no esquecimento.

Penso que para os leitores que apreciem este tema e os autores clássicos portugueses, poderão encontrar aqui um texto de interesse. Pessoalmente, apesar de ter gostado desta história, não foi o suficiente para a recomendar aos leitores deste blogue, de uma forma geral. Não duvido contudo que haverá muitos leitores que poderão ter uma boa experiência de leitura com este título. No entanto, se a resolverem ler, aconselho a que escolham uma outra edição, já que esta é de muito fraca qualidade, e não favorece em nada a leitura.

Nota: a leitura desta lenda é recomendada pelo Plano Nacional de Leitura (leitura autónoma - 3º ciclo)

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A Abóboda - Alexandre Herculano (é inevitável esta ligação, uma vez que este título é parte integrante desta edição de "A Dama Pé de Cabra")

Lendas e Narrativas - Alexandre Herculano (uma vez que esta lenda foi por Alexandre Herculano compilada neste livro)

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São Tomé
Apóstolo Santiago
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Toledo (Espanha)
Galiza (Espanha)
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Os Reis Godos
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Confiteor Deo
Pater
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Roble
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Gerifalte
Onagro
Linked looked up words...
adarves - espaço estreito que corre ao longo do alto das muralhas para serviço das ameias; muralha.
adova - [antigo] instrumento de ferro para prender pelos tornozelos; [antigo] sala nas cadeias onde os presos passeavam e recebiam visitas.
agareno - descendente de Agar; muçulmano; ismaelita; árabe.
almácega - tanque que recebe a água da nora; [viticultura] casta de uva do Douro.
almenara - facho que se acendia nas torres e castelos para dar sinal ao longe; torre onde se acendia esse facho; torre de mesquita onde os fiéis são chamados à oração.
almuadem - [religião] pessoa que chama os muçulmanos à oração, geralmente da torre da mesquita.
arras - bens que o noivo assegura à noiva no caso de ela lhe sobreviver; sinal (dado em dinheiro para segurança de contrato); garantia, penhor.
ascuma - [antigo] lança arrojadiça.
avoengo - que se herdou dos avós; antepassado.
bucelário - em forma de pequena boca; [antigo] homem adjunto a uma família nobre, que o sustentava, a troca de certos serviços; parasita; soldado forte e destemido, que tinha a seu cargo a guarda de algum príncipe.
caciz - sacerdote mourisco em Moçambique; [antigo] vedor ou homem nobre em alguns estados africanos.
cérceo - sem ficar nada pegado (do que se cortou); cortado rente; cerce.
colgadura - tapete, colcha, etc., que se pendura nas paredes ou janelas, para as cobrir ou ornar.
covoada - série de covas.
cris - [antigo] eclipsado; [antigo] eclipse; punhal de origem malaia de lâmina ondulada; escuro ou pardacento = gris.
cubelo - [heráldica] figura de torre quadrada sem ameias; [antigo] torreão entre dois lanços das antigas muralhas; pequeno vaso para líquidos.
devesa - terreno coutado em que há árvores de rendimento e pastos; lugar cercado por arvoredo, souto.
egresso - que saiu, que se afastou; que deixou de fazer parte de uma comunidade; indivíduo que deixou o convento; indivíduo que sai em liberdade depois de cumprir uma pena de prisão; acto ou efeito de sair ou de se afastar.
escorchar - despojar da corcha; esfolar; crestar (colmeias); [figurado] deixar vazio ou nu (roubando ou despojando); maltratar, molestar; arranhar, ferir; estropiar; [Portugal: Trás-os-Montes] tirar a cabeça à sardinha.
esculca - [antigo] sentinela nocturna ou ronda; guarda avançada nos exércitos antigos.
estamenha - tecido grosseiro de lã.
fossado - aberto como fosso; revolvido ou remexido; fosso; [antigo] correria em território inimigo.
fragueiro - que anda pelas fragas arrancando pedra; que trabalha ou anda mourejando pelas serras; que leva vida rude e cansada; [figurado] rude, agreste; independente, infatigável, fogoso; fragoso; aquele que vive trabalhosamente por serras e fragas; relativo a frágua; em que há calor intenso; [regionalismo] pau de vassoura do forno.
gardingo - nobre visigodo que exercia certos cargos na monarquia.
gasalhado - [antigo] roupas de cama, roupas; agasalho, trato; carinho; camarote, beliche.
infanção - antigo título de nobreza inferior ao de rico-homem.
Mafamede - designação de Maomé.
Mafoma - Maomé.
moimento - monumento fúnebre; [por extensão] monumento em honra de alguém; acto de moer; cansaço, prostração.
monteira - barrete de montanhês; [termo venatório] caçadora de monte.
monteiro - guarda de montados, matas, coutadas; [termo venatório] caçador de monte; de monteiro ou da montaria.
nebri - [termo venatório] diz-se do, ou o falcão adestrado para a caça; caparoeiro.
onzeneiro - que ou quem empresta dinheiro a juros altos; que ou quem fabrica intrigas.
precito - [religião] que ou quem está antecipadamente condenado; que ou quem foi sujeito a condenação ou maldição = condenado, maldito, réprobo.
preia - presa.
reixa - tábua pequena; barra de ferro; grade de janela, porta ou varanda; [popular] rixa, raiva.
retouçar - brincar ou andar na retouça ou baloiço; [por extensão] movimentar-se, brincando; [Portugal: Beira, Trás-os-Montes] comer, pastando (falando-se de animais).
saltério - [música] antigo instrumento musical de cordas; [música] instrumento triangular moderno com 13 ordens de cordas; [zoologia] terceira cavidade do estômago dos ruminantes.
santoral - hagiológio; hinário dos santos.
sémel - [antigo] geração, descendência.
tiple - [música] a voz mais alta na consonância musical = soprano; [música] pessoa que tem essa voz; [música] instrumento musical cordofone.
veniaga - mercadoria; tráfico; comércio; [figurado] tranquibérnia, traficância; o mesmo que sinecura.
vílico -  [antigo] espécie de regedor de pequena localidade que arrecadava impostos gerais e administrava justiça; feitor, caseiro.

Wednesday, November 19, 2014

Fragmento - Inês Montenegro

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Este livro chega ao nosso blogue, enquanto link inicial, por sugestão de leitura na plataforma Goodreads. Foi Vítor Frazão o "responsável" por esta sugestão, a qual desde já lhe agradecemos.

Constitui-se assim enquanto "Link Inicial", não estando, pelo menos para já, "linkado" a qualquer outra obra lida neste blogue.

Não é o primeiro título que leio desta autora, mas é a primeira vez que o faço no âmbito do Linked Books. Tenho muito gosto em que uma obra sua nos tenha aqui chegado, uma vez que admiro bastante a sua escrita. Foi assim com muito prazer que iniciei esta leitura, antecipando, dada a minha experiência anterior a ler esta autora, um texto de excelente qualidade.

Este exemplar foi obtido no Smashwords, onde está disponível gratuitamente. Está também disponível para leitura no blogue Fantasy & Co.

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"Raquel observava a mulher no espelho. Movia-se quando ela se movia, imitava-a, mimicava-a… Mas não era Raquel. Raquel era Raquel e aquela mulher não era ela, era outra."
fonte: Goodreads

Linked opinions by other bloggers...


Infelizmente, não encontrei, no que respeita a blogues, posts opinativos sobre este conto. Tendo no entanto encontrado algumas opiniões "soltas", resolvi incluí-las aqui:

"Excelente escrita (como é habitual) e excelente história, com um pé no fantástico e outro no maravilhoso do quotidiano. O destino das personagens não surpreenderá dado à ambientação, mas os motivos talvez o façam (pelo menos ao leitor capaz de introspecção…)."
por Vítor Frazão, no Goodreads

"Um conto muito bom. Adorei a envolvência"
por Carina Portugal, no Fantasy & Co.

"Excelente conto, muito original, os meus parabéns. Só não o cotei com 5 estrelas por algumas palavras usadas que na minha humilde opinião empobreceram o texto. Mas não deixo de congratular a autora pelo mesmo, é desta garra e destas ideias inovadoras que a literatura Portuguesa precisa, força e mais uma vez parabéns."
por Adriano Nunes, no Goodreads

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Um conto magnífico. Tal como esperava, trata-se de um texto que apresenta uma qualidade de escrita acima da média. Um pequeno conto, escrito de forma impecável, polida, que apresenta um ritmo e fluidez surpreendentes. Um exercício de escrita muito belo, que proporciona uma leitura agradável e envolvente.

Se bem que a qualidade de escrita não me surpreendeu, pois já havia lido outras obras da autora, o mesmo não se pode dizer em relação ao que é contado. No que concerne ao conteúdo deste conto, fui agradavelmente surpreendida com algumas facetas da autora que ainda não havia encontrado nas minhas anteriores leituras, como por exemplo, a sua extraordinária sensibilidade, e capacidade introspectiva.

É admirável a forma como a autora num conto tão breve, alcança uma profundidade que transcende o próprio texto. Em breves e belas palavras conta-nos o processo de reflexão da sua personagem principal sobre si mesma. O leitor é envolvido no íntimo caminho de auto-descoberta dessa personagem, e experiencia com ela os principais aspectos desse processo cognitivo e emocional, com todas as dúvidas e angústias associadas.

Desde a tenra idade, da constatação de si mesma enquanto "pessoa", da capacidade da criança se ver diferente do "outro", à formação da identidade dos anos adolescentes, somos levados a recordar os nossos próprios processos desenvolvimentais. A empatia é assim imediata, se o leitor assim o permitir, é claro.

Se bem que os artifícios utilizados para esta reflexão não sejam de todo originais, como o espelho, que me fez recordar o livro "Alice do Outro Lado do Espelho", ou o mito de Narciso, a forma magnífica como os utiliza faz esquecer o resto. É através deles, num jogo de inversos, que são lançadas as bases para uma profunda reflexão: o eu e o outro, o íntimo e o desconhecido, a proximidade e o afastamento, as quebras e a continuidade, o profundo e o supérfluo, a aceitação e o repúdio, o quente e o frio...

Resumindo, não posso recomendar mais. Para mais, estando disponível gratuitamente, não vejo nenhuma razão para o leitor não se lançar à descoberta desta jovem autora e da sua obra. Fiquei com vontade de ler mais, e espero que outros títulos seus surjam neste blogue.


Linked books...


Diabos Levem a Musa - Inês Montenegro (por ser da mesma autora, e por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos, resolvemos considerar este título como "linkado" a esta nossa primeira leitura)

Wide Sargasso Sea - Jean Rhys (posteriormente a termos publicado este post, a autora informou-nos que se havia inspirado numa passagem deste livro, para escrever este conto.Por este motivo resolvemos incluí-lo nos seus "Linked Books")

Linked mythological figures...


Narciso


Linked flowers...


Narciso

Tuesday, July 22, 2014

Engrenagem - Soeiro Pereira Gomes

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Foi a partir de um outro título do autor, que chegámos a esta leitura. Nomeadamente, foi em "Esteiros" de Soeiro Pereira Gomes, que este título veio mencionado na nota biográfica do autor.

Como o anterior livro que li do autor me agradou bastante, foi com expectativa elevada que iniciei esta leitura. O exemplar a que tive acesso, é uma edição bastante antiga e que infelizmente já viu melhores dias.

Este exemplar foi obtido através do Winking Books.

Linked synopsis...
"Em 1944, Soeiro Pereira Gomes começa a escrever «Engrenagem», mas não chega a concluir o livro. A realidade que apresenta nesse romance não difere muito da dos «Esteiros». Retrata as relações económicas e humanas numa grande fábrica de ferro e aço de uma vila ribatejana, que podia muito bem ser a fábrica de cimentos de Alhandra. Os diálogos, a acção, as condições de trabalho – tudo se assemelha a um quotidiano que o autor conhecia perfeitamente."
fonte: Aventar
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Um bom livro. Interessante desde o início, esta é uma história forte e marcante, de um Portugal de outros tempos.

A história é sobre a vida de um pequeno aglomerado rural. Os seus habitantes, antes agricultores, vendem as suas terras para a construção de uma indústria metalúrgica. Todos excepto um. Esperam eles que o "progresso" que a fábrica representa, melhore as suas condições de vida. Mas se já uma vida dura e miserável antes levavam, a fábrica ainda trouxe consigo uma maior devastação. As consequências são inevitáveis, e a maior parte delas são negativas.

De um momento para outro, homens habituados a trabalhar ao ar livre com uma enxada na mão, inspiram fumos queimando roupas e pele nos enormes e perigosos fornos. Somos assim testemunhas da transição da liberdade dos campos para a ditadura de uma organização científica do trabalho, com objectivos quase impossíveis de cumprir para alguns, e em que até o acto de cuspir para as mãos era reprovável. Hábito dos campos, que agora se assumia, segundo Taylor, como perda desnecessária de tempo. Assistimos às dificuldades destes homens e suas famílias e à transformação desta terra que nunca mais voltaria a ser a mesma.

A história é uma história dura, sem floreados, tal como a vida daquelas pessoas. Um relato de fome, miséria, doenças e dificuldades. O texto é a memória viva de outros tempos, impregnado de expressões antigas e de uma oralidade já parcialmente perdida, que lhe confere um cariz especial.

Comparando com o outro livro que li do autor, devo confessar que gostei mais da história de Esteiros, embora sejam livros que se equiparam em vários aspectos. Percebi já só agora quando procurava a sinopse deste livro, que este é um livro que o autor não chegou a terminar. Talvez se deva a isso a sensação que tive de que o final ficara muito "no ar".

Apesar de não ter gostado o suficiente para o recomendar de forma genérica, julgo que os leitores que gostaram de Esteiros, encontrarão neste livro uma leitura igualmente agradável. Aos que não conhecem o autor, e que tenham ficado interessados, sugiro que leiam primeiro o livro "Esteiros". 

Linked books...
A História Começa na Suméria - Samuel Noah Kramer (publicidade da editora)

Linked national anthems...



Linked places...
Amiens (França)
Reims (França)

Vichy (França)
Metz (França)
Sedan (França)
Linked historical events...
A Implantação da República
A Tomada da Bastilha
 Linked brands...
Cigarros Unic
Linked politic alliances...
Frente Popular (França)
Linked sayings and citations...
"Bacalhau a pataco" - frase que remonta ao advento da implantação da República, e que surgia como algo que se esperava que da república: "Vamos ter bacalhau a pataco...". Bacalhau a pataco, ou bacalhau a baixo custo, significava preços baixos, rendas baratas, e salários mais altos, que o povo associava à república.

"Andar ao alto" - significa estar desempregado.

"A instrução é o pão do espírito"

"Só um grande carácter consegue fazer coisas monótonas e desagradáveis" - Taylor

"O povo é aquele que luta, que sofre, que tomba e se levanta sempre" - Romain Rolland

Linked objects...
Alcatruzes
 Linked minerals...
Antracite
Pirite
 
Lignites
Linked chemical element...
Volfrâmio
Linked looked up words...
alfobre - viveiro onde se semeiam plantas hortenses para transplantá-las; leira ou tabuleiro de horta.
cáfila -  [figurado] bando, súcia, corja.
estreme -  muito puro, selecto, sem mistura.
estuar - estar ardente; ferver; agitar-se.
fartum - cheiro de gorduras cediças, de ranço; cheiro desagradável de certos animais.
pâmpano - [viticultura] ramo tenro de videira com folhas.
poche - voz para afagar ou chamar cãezinhos.
podoa - foice de podar.
rútilo - que tem a cor do ouro muito viva.
tanger - tocar as bestas para que andem = açoitar, incitar.
verrina - crítica áspera na imprensa ou na tribuna; censura, acusação acerva.
verrinar - fazer verrina ou crítica apaixonada.

Sunday, June 1, 2014

O Mundo Proibido de Daniel V. - Maria Luisa Castro

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Este livro é um link inicial. Como sabem, é possível surgirem no blogue livros "não linkados". Normalmente estes "novos inícios" surgem, ou porque o livro nos foi oferecido, ou porque foi recomendado pelos nossos seguidores. Neste caso especifico, o livro foi-nos oferecido pelo blogue "Segredo dos Livros", pela realização de um passatempo no qual participei.

Gostaria antes de mais, de agradecer ao blogue esta oferta. O passatempo envolvia vários livros e era necessário escolher a ordem dos livros que o participante queria ganhar. A minha escolha foi totalmente aleatória pelo que acho curioso que me tenha "calhado" um livro do género erótico. Isto porque é um género que não leio habitualmente, e também porque será o primeiro título de literatura erótica a ser lido para o blogue.

Não fazia ideia de como seria este livro, mas o género não me atrai, e nem a mais recente "loucura" com as sombras de Gray me fez ler literatura erótica. Será que estou a perder com este meu afastamento? Talvez. Antes de o começar a ler, acalentava a esperança de que este livro pudesse revelar-se uma agradável surpresa.

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Se é isto a literatura erótica, de facto não estou a perder mesmo nada. Infelizmente, não posso dizer que tenha gostado.

É uma história simples, quase inexistente, recheada de clichés e lugares comuns. Não há nada de novo, original ou criativo neste texto. Pelo contrário. É completamente previsível, pouco credível, e só um fim surpreendente poderia tentar salvar esta história, mas nem isso aconteceu.

Quanto aos personagens, o mesmo se passa, ou seja, nada de especial, nem nada de memorável. Não senti qualquer empatia ou simpatia pela protagonista, que quase que me fez envergonhar por  ser mulher, e quanto ao Daniel V., pela descrição que é feita, parece um personagem directamente retirado de uma Bianca Enfim. Nem se pode dizer que seja um livro para esquecer, pois nem sequer chega a ficar na memória.

Existem no entanto alguns aspectos positivos. O melhor deste livro é sem dúvida a edição. Uma ou duas gralhas no máximo, os capítulos bem separados, a letra numa fonte muito fácil de ler, o papel espesso e uma capa muito atractiva, tornam este livro muito apelativo ao leitor. Imagino que fácilmente capte a atenção nas livrarias. Lamentavelmente, o que está "prometido" na capa, não corresponde ao interior. Duvido também que a editora publicasse este livro se o mercado não estivesse em "fase de literatura erótica".

Outro aspecto positivo é a acessibilidade a qualquer leitor, mesmo a quem não esteja habituado a ler livros. A linguagem é muito simples e comum. Qualquer pessoa poderia ter escrito este livro, pelo que qualquer pessoa o conseguirá ler sem problemas. Também não há nada que "choque" o leitor nas partes mais eróticas ou sexuais da história, nem na linguagem utilizada, nem no que é descrito.  A história é que não vale a pena ser lida, mas isso já é outra coisa.

Esperava que a literatura erótica pudesse ser mais interessante,  subtil e  polida. Contudo, apesar de não conhecer este género, recuso-me a tomar um texto como este, de tão fraca qualidade literária, enquanto exemplo deste tipo de literatura. Não aconselho. De todo.

Linked opinion by other bloggers...
opinião no blog "Menina dos Policiais"
opinião no blog "O Tempo entre os Meus Livros"
opinião no blog "Leitura Não Ocupa Espaço"

Linked books...
O Surfista Prateado (Marvel) - Stan Lee (foi mencionado o herói protagonista destes livros de banda desenhada da Marvel: o Surfista Prateado) 
O Feiticeiro de Oz - L. Frank Baum (foi mencionado o filme, mas como antes de ser filme foi livro, resolvemos incluí-lo também aqui)

Linked music...

Linked movies...

Linked singers and bands...
Diana Krall
Massive Attack
Linked places...
Hotel Embaixador
(Lisboa, Portugal)

Friday, February 28, 2014

A Morte é uma Serial Killer - Valentina Silva Ferreira

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Este é mais um "link inicial", ou seja, não aparece aqui por nenhuma ligação a outro livro. A causa de estar aqui acaba por ser outro tipo de ligação: a minha à autora deste livro, Valentina Silva Ferreira, por causa das minhas actividades no mundo da escrita. Foi dessa forma que vi este título muito apelativo na página da autora, e aproveitando uma promoção ao livro, encomendei-o, muito curiosa para ler esta autora pela primeira vez. E quando chegou, com uma simpática dedicatória, não demorei muito a começar a sua leitura, antecipando pela sinopse um bom livro.

Linked opinion...
Uma boa leitura. Um pequeno livro que se lê muito bem, e que desperta logo o interesse do leitor, conseguindo-nos manter "agarrados" até ao fim.

O ponto de partida da história é fabuloso. Todo o "cenário" prometia imenso: os psicopatas reunidos numa única casa, para serem submetidos a um tratamento experimental.
Fiquei com pena que essa parte não tivesse sido mais aprofundada, e que a história tenha seguido outros caminhos. No entanto, esses caminhos foram tão inesperados, que acabaram por compensar o "desvio".

Em suma, esta é uma boa história, bem escrita, de uma jovem autora nacional, que merece ser lida.

Linked opinion by other bloggers...
no blog "Mil Estrelas no Colo"
em "Leitor Cabuloso"
no "Blog do Pai Nerd"

Linked books...

Anna Karenina - Liev Tolstoi

Como Água para Chocolate - Laura Esquível

A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

Lolita  - Vladimir Nabokov (foi mencionado que "a existência de Humbert resumia-se a Lolita")


Distúrbio - Valentina Silva Ferreira (surgiu enquanto publicidade da editora no marcador)

Linked Music...
Memories - Within Temptation

Malo Eres - Bebe
Linked flora...
Ciprestes
Linked looked up words...
anoso - velho.
roçagar - arrastar, passar de leve, roçar pelo chão.
prostíbulo - casa onde se pratica a prostituição.

Thursday, February 27, 2014

Frei Luis de Sousa - Almeida Garret

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Foi a partir do livro O Músico Cego  de Vladimir Korolenko que chegamos aqui. Nesse livro, este título de Almeida Garret aparecia publicitado, enquanto livro da mesma colecção.

De Almeida Garret apenas tenho na memória, as várias tentativas frustradas para tentar ler a sua obra "Viagens na Minha Terra", sem nunca ter conseguido vencer o sono que se apoderava de mim ao fim de poucas páginas. Que livro tão aborrecido aquele. Nunca o consegui ler, apesar de ser uma leitura obrigatória no liceu (acabei por comprar um "bendito" livrinho dos apontamentos europa-américa). Lembro-me de pensar na altura, que se eu não o conseguia ler, gostando tanto de livros, nem queria imaginar o que seria um livro daqueles para os meus colegas.

Mas este é outro título, e espero que a má imagem que tenho do autor não influencie esta minha nova leitura.

Linked opinion...
Se têm acompanhado os posts anteriores deste blogue, com certeza já sabem que o teatro, e em particular as tragédias, têm sido leituras fantásticas e inesperadas, e constituido uma maravilhosa descoberta pessoal. Este género cuja leitura dispensava e ignorava, tornou-se agora um dos meus favoritos.

No entanto, se as peças de Shakespeare e as tragédias gregas me fizeram uma leitora feliz, sobre este título não posso dizer o mesmo.

Não é que seja totalmente desinteressante, pois tem até um enredo que se poderia transformar numa boa tragédia, mas aqui é-nos exposto sempre como um texto tépido, sem emoção.

À história falta-lhe essencialmente conteúdo. Habituei-me a ler nos pequenos textos dos dramas shakesperianos e gregos sobre temas fortes e profundos, sobre questões base da humanidade, trabalhados de forma exímia. Habituei-me também a ver personagens com igual força de carácter e marcadamente sofridos e vítimas de um qualquer infortúnio que sobre eles se abate. Aqui os personagens até aparentam alguma força inicial, mas à medida que o texto avança damo-nos conta que são mais ocos do que aquilo que deveriam, e a tragédia que deveria ser o desenlace da história, é apenas um fado morno, e que acaba por nem fazer muito sentido.

Até estava tudo bem para uma tentativa de tragédia, e acabei o livro, nem gostando nem desgostando. Contudo fiquei deveras decepcionada por "ouvir" o autor no final do livro, na memória lida ao conservatório, discorrer sobre as "maravilhas" da sua obra, e comparando-se aos autores gregos, equiparando este seu texto às grandes obras gregas que constituem património mundial. Que engano o seu, e que longe está desse ponto.

Sinceramente, não vejo nenhuma vantagem em ler esta peça. Dela nada retirei, apenas mais um ponto negativo na minha memória sobre este nosso autor português Almeida Garret.

Linked opinion by other bloggers...
no blog "De Estranha a Bizarra"
no blog "Dos Meus Livros"
em o "Cantinho do Bookaholic"

Linked books...

Os Lusíadas - Luis Vaz de Camões (foi mencionado "o livro para dar memória aos mais esquecidos" de Luis de Camões)

Menina e Moça - Bernardim Ribeiro ("Menina e Moça me levaram de casa de meu pai" é o princípio daquele livro tão bonito que minha mãe diz que não entende - diz Maria a Telmo seu escudeiro)

Mencionados nas notas, surgiram os títulos:
A Ilíada - Homero
Orlando Furioso - Ludovico Ariosto

As seguintes obras foram mencionadas pelo autor, na transcrição da memória lida ao conservatório:
Prometeu Acorrentado - Ésquilo
Édipo Rei - Sófocles
O Cativo de Fez - António Joaquim da Silva Abranches
Um Auto de Gil Vicente - Almeida Garret

Linked people...
Canova
(mencionado na transcrição da memória lida pelo autor ao conservatório)
Thorvaldsen
(mencionado na transcrição da memória lida pelo autor ao conservatório)
Téspis
D.Sebastião
 Linked places...
Fez (Marrocos)
Linked coat of arms...
Armas dos Condes de Vimioso
Armas da Casa de Bragança
 
Linked historical battles...
Batalha de Alcácer-Quibir
Linked looked up words...
alfageme - espadeiro; barbeiro de afiava armas brancas.
séjana - cadeia, prisão; cadeia de cristãos entre os muçulmanos.
bergantim - navio de dois mastros que arma como um brigue e tem uma só coberta.
solau - antigo romance em verso, ordinariamente acompanhado de música.
remido - resgatado, liberto do cativeiro.
desarrazoar - ir contra a razão; disparatar, despropositar.

Thursday, February 20, 2014

Coração de Corda - Carina Portugal

Linked by...

A forma como este título surge na nossa lista de leituras é um pouco diferente da habitual. Foi-nos proposto pela própria autora, com a qual contamos enquanto seguidora deste blogue. Por altura dos 5 anos de comemoração do blogue Morrighan (blogue de referência na blogosfera literária nacional), a autora disponibilizou durante um periodo limitado de tempo o download gratuito deste seu título. 

E foi assim que o Linked Books "aproveitou" a oportunidade, sem saber o que esperar desta história, mas com enorme expectativa em ler algo de alguém que nos é próximo, pelo apoio sempre dado às nossas iniciativas.

Para quem fique depois também interessado em ler esta história, cujo título é bem sugestivo, aqui fica o link.

Linked opinion...
Como já vos referi, comecei a ler este título sem qualquer ideia sobre o que tratava. Fui logo "apanhada", pois a história interessa o leitor logo de início, e mantém-se assim. Tem alguns aspectos verdadeiramente inovadores, e outros um pouco menos, mas a escrita clara e bem ritmada é uma constante ao longo de todo o texto. É também uma mais valia a forma como a autora abordou temas como o amor, a amizade, a honra e a lealdade neste contexto de uma realidade alternativa.

Dei por mim a reconhecer na história particularidades de um género do qual já ouvira falar, mas que nunca tinha lido: o Steampunk. Há algum tempo deparei-me na blogosfera com esta designação e a curiosidade fez-me procurar informação na net sobre de que tratava. Li alguns artigos sobre este género, o qual achei uma derivação original e interessante dentro do género da ficção científica ou ficção especulativa.

Foi pois muito interesante, que sem saber que se tratava de uma obra steampunk, começasse a reconhecer os elementos chaves deste sub género. Gostei da história, e dou os parabéns à autora pela sua escrita e por ter apostado nesta temática. Segundo soube depois, esta não foi apenas a minha primeira leitura steampunk, mas também a primeira incursão steampunk de Carina Portugal enquanto escritora.

Aconselho a todos quantos queiram conhecer a escrita da autora, e ler algo deste invovador género literário, que parece já ter uma forte comunidade no nosso país, quer de escritores quer de leitores. Pessoalmente, achei esta história excelente para um primeiro contacto, em primeiro lugar pela história em si, e em segundo porque todos os elementos característicos deste mundo steampunk estão presentes e são fácilmente reconhecíveis.

Linked opinion by other bloggers...
no blogue Morrighan
por Maria_queenfire no blogue "O Imaginário dos Livros"
por Nádia Baptista em "Eu e o Bam"

Linked books...
Não há referências a livros, mas como já temos na nossa lista um outro livro da autora para ler, fica aqui esse título:
Poesia Dispersa Vol. I - Carina Portugal

Linked literary genre...
Steampunk
Linked people...
Rainha Vitória
Linked wine...
Vinho do Porto

Tuesday, January 21, 2014

O Mar que a Gente Faz - João Negreiros

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Foi o livro Uma Noite em Lisboa de Erich Maria Remarque que me encaminhou para a leitura deste título. Estava publicitado no marcador que acompanhava o exemplar a que tive acesso de Remarque, e para além disso publicitado também numa das suas folhas.

Estas edições da Saída de Emergência são muito apelativas para mim enquanto leitora. Parecem feitas com muito carinho e cuidado, e as ilustrações tornam a leitura ainda mais interessante. Para além disso, o exemplar que me calhou desta vez estava novinho, o que é sempre um prazer acrescido.

A sinpose é também  maravilhosa, e por todos estes factores iniciei esta leitura com grande entusiasmo.

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As minhas expectativas não foram goradas. De todo. Este livro é uma pequena grande delícia. 

Foi tão refrescante o discurso do autor, a sua escrita diferente e inesperada, e a sua história poderosa e envolvente. Transmite toda a magia do mundo, pelos olhos de uma criança, e que neste caso, é a visão de uma criança de quatro anos.

Tão lindo este texto... Uma explosão de ternura, sensibilidade e emoções. Pequeno demais para o coração de Sargo, seu narrador. Pode parecer exagerado, mas nem consigo imaginar quem não gostaria de ler este livro. Recomendo.

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Existiam três livros em destaque publicitário da editora, nas ultimas páginas deste:
Chamem a Polícia - Irvin D. Yalom
Quando Nietzche Chorou - Irvin D. Yalom
Mea Culpa - E. S. Tagino

Dos vários livros do autor mencionados na nota biográfica, escolhi o seguinte título:
O Segundo do Fim - João Negreiros 

Não se encontraram mais "links" neste livro.

Friday, December 6, 2013

Notícia da Cidade Silvestre - Lídia Jorge

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Foi através de um outro título da autora que chegámos a este. Na nota biográfica de "O Vale da Paixão", livro lido para este blogue, foram mencionados várias outras obras da autora, tendo sido este o escolhido de entre eles.

O primeiro título lido desta autora, não foi do meu agrado, apesar de ser um livro extremamente bem escrito. O problema é que apesar de estar perante um brilhante exercício de escrita, nem a história, nem os seus personagens me interessaram minimamente. Espero que este segundo título me "fale mais", porque reconheço estar perante uma excelente escritora, que já conquistou a minha admiração.

Este exemplar foi adquirido através da plataforma Winking Books.

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Voltei a ficar triste com este livro. Mais uma obra da autora, escrita de forma brilhante, revelando um domínio quase mágico da língua portuguesa, mas que não me disse absolutamente nada.

Para mim foi mais um tema distante e desinteressante, e uma leitura que, por ser para mim estéril, se tornou morosa e difícil. Não fosse a musicalidade das suas palavras e a inteligência das suas construções, nem a meio teria chegado.

Adoraria gostar dos livros de Lídia Jorge, pois reconheço-lhe um imenso valor, e tem, sem qualquer dúvida a minha admiração e o meu respeito, mas infelizmente não consigo. Ainda tenho esperança que exista por aí um título da autora que me agrade. Por tudo isto, não posso assim aconselhar a outros leitores, algo que não gosto. A autora que me perdoe.

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No blog: Blogueiras Feministas
No blog: Instrumentalina

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O Dia dos Prodígios - Lídia Jorge (livro mencionado na nota biográfica)

Hamlet - William Shakespeare (a autora mencionou as "cenas Hamletianas")

Viagem ao Centro da Terra - Júlio Verne

Sartre - Walter Biemel ( Sartre foi mencionado. Como este livro está disponível na Winking Books, e eu tenho curiosidade e vontade de saber mais sobre Sartre, resolvi escolher esta biografia para representar a referência feita por Lídia Jorge)

O Fim da Utopia - Herbert Marcuse

Só - António Nobre

As Minas de Salomão - Rider Haggard

Fábulas de Esopo - Esopo

O Incrível Hulk - Jack Kirby e Stan Lee (foram mencioandos vários personagens de banda desenhada, nomeadamente Hulk, Lucky Luke, Mandrake e Spider-Man. Hulk foi o escolhido para representar estas várias referências à banda desenhada)

O Enigma dos Monstros do Loch Ness - Jean Berton (Foi mencionado o monstro do Loch Ness. Este livro, onde os monstros do Loch Ness surgem no título, já existia na nossa lista de livros para ler, pelo que lhe adicionámos mais esta referência)

Os Três Mosqueteiros - Alexandre Dumas (Foi mencionado o personagem D'Ártagnan)

De Víbora Na Mão - Hervé Bazin (foi mencionado o título original em francês "La Vipére au Poing")

O Progressismo na Europa - desde 1789 - David Caute (foi mencionado o autor, e este foi o único título que encontrei com edição portuguesa)

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Pierre de Ronsard
Lawrence Ferlinghetti
Colin Ward
Vostel
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Mutarara (Tete, Moçambique)
Bâle (Suiça)
Wiesloch (Alemanha)

Mar Tirreno
Linked magazines and newspapers...

Jornal Popular
Paris-Match
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Ford Capri
Mehari
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máquina de costura Refrey
Cigarros Eve
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pantalha - estrutura revestida destinada a quebrar a intensidade da luz ou a orientá-la; quadro de projecção cinematográfica.
monturo - monte de lixo, esterqueira, montão de coisas repugnantes.