O livro que deu origem a esta leitura foi "A Inocência do Padre Brown" de G. K. Chesterton. Nas páginas finais a editora (Gradiva) referia em jeito de publicidade os títulos publicados e a publicar nesta colecção (colecção "Não Incomode"). Efectuando uma pesquisa aos títulos disponíveis para troca na plataforma Winking Books (que em tempos usei para obter livros) verifiquei que este título se encontrava disponível, pelo que o aceitei como ligação.
É a primeira vez que a autora Patricia Highsmith surge no LinkedBooks, mas não é a minha estreia com a autora. Nos tempos da minha adolescência havia lido o seu clássico de temática LGBT "O Preço do Sal", livro esse que muito gostei e que muito me marcou na altura.
Foi assim com grande prazer que vi entrar este título da autora no LinkedBooks, tendo sido com grande interesse que iniciei esta leitura.
Sinopse...
"Melchior Kimmel planeara cuidadosamente o assassínio da sua mulher. E executou-o com a perícia de um verdadeiro profissional, sem deixar qualquer indício que pudesse incriminá-lo. Para Walter Stackhouse, a morte da sua mulher seria, sem dúvida, muito conveniente. E ela apareceu morta… perto de uma paragem de autocarros. Tratou-se, aparentemente, de um suicídio…
Dois homens — um, um assassino; o outro, dominado pelo desejo de matar…
Assassínio, suicídio, culpa, inocência, eis-nos mergulhados no jogo perturbador de Patricia Highsmith.
Inocência Perversa é considerado um dos melhores livros da autora."
Este livro foi uma leitura agradável e interessante. Gostei.
Trata-se de um livro de mistério/suspense com um enredo bastante bem conseguido. Walter é um homem preso num casamento que se tornou para ele insuportável. Ao ler sobre uma mulher que apareceu morta (provavelmente assassinada pelo marido, mas contra o qual não há acusações), começa a ter pensamentos sobre a morte da sua própria mulher.
Estes pensamentos levam-no a percorrer um caminho sombrio e obscuro, pautado por erros crassos de graves consequências. The Blunderer (título em inglês), significa mesmo aquele que comete erros estupidos e grosseiros.
Um aspecto do qual gostei particularmente neste enredo foi a forma com a autora explorou os conceitos de "culpa" e de "inocência". Usualmente tratados enquanto conceitos dicotómicos e mutuamente exclusivos, assistimos aqui a uma certa promiscuidade e sobreposição destes conceitos num jogo psicológico que achei particularmente interessante.
Um bom livro, mas não marcante. Foi uma leitura leve, de entretenimento. Alguns aspectos deste livro estão na minha opinião muito bem conseguidos, mas não chegou para se tornar uma leitura que vos recomende.
Deixo em baixo o meu video de opinião sobre este livro.
Um livro que não desaconselho para uma leitura leve de entretenimento. Interessante o suficiente, proporciona uma "boa leitura de verão". Alguns aspectos deste livro estão muito bem conseguidos, mas não chegou para se tornar uma leitura marcante que vos recomende. Contudo, se o "encontrarem por aí" não deixem de lhe dar uma oportunidade, caso se interessem por este tipo de literatura de suspense psicológico.
Linked Books...
O Americano Tranquilo - Graham Greene - Na badana da capa Graham Greene é citado:
"Os livros policiais de Miss Highsmith lêem-se e relêem-se muitas vezes". Escolhi este título do autor para representar esta ligação por ter um exemplar na minha estante.
Um Estudo em Escarlate - Arthur Conan Doyle - Sherlock Holmes foi mencionado. Aqui no blogue já lemos As Aventuras de Sherlock Holmes, pelo que escolhemos este título por já se encontrar na nossa lista e por ser o primeiro romance de Conan Doyle com o personagem Sherlock Holmes.
Os Infortúnios da Virtude - Marquês de Sade - ocorreu uma referência a "ler as memórias do Marquês de Sade" pelo que foi escolhido este título para representar essa menção por já se encontrar na nossa lista.
Este foi um livro que recebi por oferta e que resolvi ler e incluir no blogue enquanto "Link Inicial" (um livro "primeiro", de "origem", onde tem início mais uma viagem de ligações pelos livros).
Antes deste título nunca tinha lido Paul Auster e apesar de já ter ouvido muito o nome deste autor, dele nada sabia e não sabia o que esperar.
Numa primeira impressão da edição que tinha em mãos (na foto) parecia-me uma leitura algo densa e pesada e tive algum receio que pudesse tratar-se de uma leitura maçuda e aborrecida (não poderia estar mais errada como podem ver nas opiniões em baixo!)
Foi lido em leitura conjunta com a Elisa do canal "A Miuda Geek", o que foi uma experiência maravilhosa (o video de opinião da Miúda Geek foi também incluido neste post :) ) Obrigada Elisa!
Sinopse...
"Sinuosamente construído em quatro partes entrecruzadas, o décimo quinto romance de Paul Auster começa em Nova Iorque, na Primavera de 1967, quando o jovem aspirante a poeta Adam Walker conhece Rudolf e Margot, um enigmático casal francês. O perverso triângulo amoroso que rapidamente se forma, conduz a um chocante e inesperado acto de violência cujas consequências serão irreversíveis. Três narradores contam uma história que se desloca no tempo, de 1967 a 2007, e no espaço, à medida que viaja entre Nova Iorque, Paris e uma ilha remota nas Caraíbas. Invisível está imbuído de fúria, de sexualidade desenfreada e de uma busca implacável por justiça. É uma viagem através das fronteiras sombrias entre verdade e memória, criação e identidade. Uma obra inesquecível pela mão de um dos nomes cimeiros da literatura dos nossos dias."
Esta foi uma leitura maravilhosa e altamente surpreendente.
A história teve um início um pouco morno. Tínhamos um personagem bastante "literário", um jovem estudante universitário aspirante a poeta, personagem esse que tanto poderia revelar-se muitíssimo interessante como o contrário, aborrecido e monótono. Contudo a história rapidamente ganhou ritmo e interesse e assim se manteve até ao final.
Repartida em quatro partes em que o foco narrativo e temporal se altera em cada uma das partes, Auster conta uma história incrível e troca-nos as voltas constantemente. Nunca sabemos o que esperar e isso para mim foi brilhante. Diferente e inesperada, na forma de contar e no conteúdo, é uma narrativa que me prendeu do início ao final e fiquei deveras impressionada com este autor, que nunca antes havia lido.
Fiquei com muita vontade de ler outros títulos do autor!
Vejam em baixo o meu video em que falo um pouco sobre esta leitura ( começa a partir do minuto 12:50 que é quando começo a falar deste livro) e também incluo a opinião da Elisa, do canal "A Miuda Geek" com a qual partilhei esta maravilhosa experiência maravilhosa. Aconselho (ou melhor, aconselhamos)
muito este livro!
Linked Books...
A Ilíada - Homero (Homero foi mencionado, por mais do que uma vez. Já aqui lemos Odisseia pelo que considerámos este título, já presente na nossa lista de livros a serem lidos)
A Mulher de Trinta Anos - Honoré de Balzac (Balzac foi mencionado, e apesar de já existir um título do autor na nossa lista de livros a serem lidos - Ilusões Perdidas - considerei antes esta obra por a ter um exemplar na minha estante) A Narrativa de A. Gordon Pym - Edgar Allan Poe (Poe foi mencionado. Do autor já aqui lemos
A Entrevista e O Corvo. Considerámos este título para representar esta referência ao autor de entre os seus livros já presentes na nossa lista de livros a serem lidos)
A Tempestade - William Shakespeare (foi mencionado o personagem Caliban desta peça de Shakespeare : "nudismo tão natural quanto Caliban" )
A Vida Era Assim em Middlemarch - George Eliot Anna Karénina - Liev Tolstoi (Tolstoi foi mencionado e Anna Karenina foi o título do autor considerado para representar esta referência, por já se encotnrar presente na nossa lista de livros a serem lidos) Areopagitica - John Milton Benito Cereno - Herman Melville (Melville foi mencionado. Do autor já aqui lemosMoby Dick e temos três livros do autor por ler na nossa lista. Considerámos este título para representar esta menção ao autor de entre os seus livros já presentes na nossa lista)
Daisy Miller - Henry James(Henry James foi mencionado sem referência a qualquer título. Considerei este título para representar a referência feita ao autor, por ter um exemplar na minha estante por ler) Estranha Forma de Vida - Enrique Vila-Matas (o autor referiu-se aos romances de Vila-Matas, um autor que ainda não tinha surgido no blogue. Este foi o título escolhido uma pouco aleatoriamente entre os romances do autor disponível em edição em português) Fédon - Platão (Platão foi mencionado e Fédon foi o título do autor considerado para representar esta referência, por já se encotnrar presente na nossa lista de livros a serem lidos)
Finnegans Wake - James Joyce Folhas de Erva - Walt Whitman (Auster mencionou "The Dalliance of The Eagles", um poema de Walt Whitman, presente nesta sua obra)
Grandes Esperanças - Charles Dickens (Dickens foi mencionado de uma forma bem estranha, pelo menos a referência mais fora do comum que encontrei até hoje: foi mencionado por associação/nome dado ao orgão genital masculino - Dick/Dickens... De qualquer das formas resolvi inluir esta referência tão rara na sua forma, associando ao título Grandes Esperanças, uma obra do autor que tenho já na estante por ler)
Gratidão - Oliver Sacks(O autor referiu-se aos "ensaios de Sacks e Diderot" - o título foi escolhido de entre os títulos disponíveis do autor na wook)
Jacques, O Fatalista - Denis Diderot - (O autor referiu-se aos "ensaios de Sacks e Diderot" - o título escolhido não é um ensaio, mas foi o escolhido por já se encontrar na nossa lista de livros por ler)
Krapp´s Last Tape - Samuel Beckett Madame Bovary - Gustave Flaubert (Flaubert foi mencionado. Do autor, já aqui lemos Contos de Gustave Flaubert e Lenda de S. Julião Hospitaleiropelo que considerámos antes este título para representar a referência ao autor, por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos)
Metamorfoses - Ovídio (o autor referiu-se a "Eco e Narciso", um poema das Metamorfoses de Ovídio) O Castelo - Franz Kafka (Kafka foi mencionado. Do autor, já aqui lemos O Processo, pelo que considerámos este novo título, já presente na nossa lista de livros a serem lidos) O Avarento - Molière (Molière foi mencionado. Do autor, já aqui lemos O Tartufo pelo que considerámos antes este título, já presente na nossa lista de livros a serem lidos) O Paraíso Perdido - John Milton O Paraíso Reconquistado - John Milton O Náufrago - Thomas Bernhard (foram mencionados os romances de Bernhard, um autor que ainda não tinha surgido neste blogue. Escolhi este romance entre as edições em português disponíveis por já me ter sido recomendao também no Goodreads pelo Luis) O Vermelho e o Negro - Stendhal (Stendhal foi mencionado e este foi o título escolhido para representar esta menção, entre os dois que se encontram na nossa lista de livro a serem lidos.)
Sunset Park - Paul Auster (a experiência com este autor foi maravilhosa, pelo que ficou o desejo de ler mais títulos. Apesar de muitos outros livros do autor terem sido mencionados nas páginas finais desta edição, tomei a decisão de escolher este Sunser Park, unicamente pelo motivo de já se encontrar na minha estante)
The Critic: or a Tragedy Rehearsed - Richard Brinsley Sheridan (Auster mencionou a poetisa inglesa Frances Greville, uma celebridade da era georgiana. Resolvi usar este título do seu amigo Sheridan para representar esta referência, pois foi uma peça que Sheridan lhe dedicou) Things: A Story From the Sixties With a Man Asleep - Georges Pérec (este livro foi mencionado com o seu tírulo original "Les Choses: Une Histoire des Années Soixante". Não tendo encontrado edição em português de Portugal, incluí o título em inglês na lista do LinkedBooks)
Viagem ao Fim da Noite - Louis-Ferdinand Céline (Céline foi mencionado e este foi o título escolhido para representar esta menção, por já se encontrar na nossa lista de livro a serem lidos.)
Poetas mencionados...
Bertrand de Born, como é retratado no Inferno de Dante, com a cabeça separada do corpo.
Heródoto (485 a.C. - 425 a.C) geógrafo e historiador grego, autor do primeiro livro de história intitulado, As Histórias de Heródoto é a história sobre as invasões persas da Grécia no início do séc V.
François Truffaut (cineasta francês - 1932 - 1984 - um dos fundadores do cinema "Nouvelle Vague")
Jean-Luc Godard actiualmente com 88 anos, é um cineasta franco-suíco, reconhecido por um cinema vanguardista e polémico,e um dos maiores nomes do cinema da "Nouvelle Vague"
Foi uma referência bastante indirecta no livro "Se Isto é um Homem" de Primo Levi que me encaminhou para esta leitura. A referência foi a uma obra de arte: São Sebastião de Sodoma e uma pesquisa sobre este santo e mártir da igreja levou-me a descobrir vários aspectos curiosos sobre este santo bem como algumas repercussões da sua história e da sua imagem em diversos campos artísticos.
Na literatura em particular são várias as influências ou utilização dessa imagem e neste livro Tennesse Williams utiliza o nome de Sebastião para a sua personagem principal do livro, com essa intenção.
Veja em baixo o video de opinião para saber mais sobre este livro e como foi a minha leitura :)
Sinopse...
"A jovem socialite Catherine Holly fica traumatizada após testemunhar a morte de seu primo. Mas sua tia tenta subornar um médico para fazer uma lobotomia na sobrinha, com o objetivo de manter as circunstâncias da morte do filho em segredo."
Linked opinion...
Linked books...
Cat on a Hot Tin Roof - Tennessee Williams (livro do mesmo autor que aparece referido na capa da edição que li - na foto em cima)
The Encantadas - Herman Melville (Tennessee Williams citou esta novela de Hermann Melville) citação encontrada no texto: "Take five-and-twenty heaps of cinders dumped here and there in an outside city lot, imagine some of them magnified into mountains, and the vacant lot the sea, and you will have a fit idea of the general aspect of the Encantadas, or Enchanted Isles. A group rather of extinct volcanoes than of isles, looking much as the world at large might after a penal conflagration"
Foi pela leitura de um outro título do autor, "Orpheus Emerged" que chegámos a esta leitura.
Em Orpheus Emergede por Jack Kerouac fazer parte da designada "Beat Generation", o editor dedicou algumas páginas à história desse movimento. Nessas páginas considerou que em termos literários, o movimento ou geração beat contam com três livros que considerou essenciais. Um deles é este "Pela Estrada Fora" de Jack Kerouac.
Não tendo desgostado completamente do livro que deu origem a esta leitura e tendo o mesmo despertado a minha curiosidade sobre a geração e movimento "Beat", esta era uma leitura que já há muito queria fazer.
O facto de ser de Jack Kerouac, de ser um dos livros considerados essenciais da literatura "Beat" e de tratar de uma "road trip" americana nos anos 50, tudo me fazia ter interesse em realizar esta leitura. Assim, comprei este livro com um cheque oferta que me haviam dado, uma edição muito bonita dos editores Relógio D´Água, e com expectativas elevadas, iniciei esta leitura.
Linked synopsis...
"Considerada a obra-prima de Kerouac, um dos principais expoentes da geração beat dos Estados Unidos, sendo uma grande influência para a juventude dos anos 60, que colocava a mochila nas costas e o pé na estrada. Foi lançado nos Estados Unidos da América pela primeira vez em 1957.
Em abril de 1951, entorpecido por benzedrina e café e inspirado pelo jazz, Jack Kerouac escreveu a primeira versão do que viria a ser On the Road. Kerouac escrevia em prosa espontânea, como ele chamava: uma técnica parecida com a do fluxo de consciência. O manuscrito original foi rejeitado por diversas editoras, mas, em 1957, On the Road foi finalmente publicado, após inúmeras alterações exigidas pelos editores. O livro, de inspiração autobiográfica, descreve as viagens através dos Estados Unidos e México de Sal Paradise (Jack Kerouac) e Dean Moriarty (Neal Cassady).
On the Road – que no Brasil ganhou o título de Pé na estrada e tem tradução de Eduardo Bueno – exemplificou para o mundo aquilo que ficou conhecido como a "geração beat" e fez com que Kerouac se transformasse em um dos mais controversos e famosos escritores de seu tempo – embora em vida tenha tido mais sucesso de público do que de crítica.
Ao cruzar os Estados Unidos de carro, Sal Paradise e Dean Moriarty empreenderam a viagem que todos os jovens um dia sonharam em fazer, repleta de sexo, drogas, álcool e, acima de tudo, liberdade. Ao contar a história de como os dois amigos atravessaram os Estados Unidos, em inúmeras idas e vindas que incluíram uma incursão ao México, Kerouac inaugurou um novo tipo de prosa, que funciona como uma trilha sonora interna ao livro, que vai se desprendendo das palavras, das frases, dos blocos de texto. Essa escrita que tem o ritmo das ruas une a realidade ao sonho, transformando o que era uma viagem em uma busca espiritual."
Este livro é um marco da literatura, e com Howl de Allen Ginsberg e Naked Lunch de William Burroughs, considerado um dos livros essenciais da geração Beat. O movimento ou geração Beat , tendo origem na literatura, tornou-se um fenómeno cultural de grande influência, sendo considerado o embrião da geração hippie.
Retrato de uma geração desiludida com o estabelecido, com uma sociedade materialista e sem valores, os jovens que fazem parte desta história são os heróis do contra poder. O livro relata uma "road trip" louca, de vários amigos pelos Estados Unidos, numa viagem de descoberta e procura do prazer. Uma história de rebeldia e de hedonismo, recheada de aventuras e acção.
Dito isto, infelizmente a leitura deste livro foi para mim uma desilusão. Consigo compreender o seu valor literário e histórico, mas pessoalmente foi um livro que não me tocou. A leitura tornou-se até um pouco penosa.
Nunca um livro, tão repleto de acção, que apelidaria até de "frenético" no decorrer dos acontecimentos, captivou tão pouco o meu interesse. Não conseguí nutrir qualquer empatia ou afecto por nenhum personagem e a forma como o livro está escrito também não me agradou. O facto de o autor descrever situações reais trocando apenas o nome dos seus amigos para transformar a narrativa em ficção, assemelhou-me muito com o livro anterior que dele tinha lido. É como se "Orpheus Emerged" fosse uma espécie de exercício para este livro, nada tendo acrescentado à minha opinião sobre Jack Kerouac enquanto escritor.
Reflectindo sobre a minha falta de interesse pelos acontecimentos narrados e pela filosofia de vida que lhe está na base, penso que isso terá talvez a ver com a minhda idade . Lê-lo agora aos quarenta anos talvez lhe tenha amortizado um pouco o fascínio pela rebeldia narrada. Julgo que se talvez o tivesse lido na minha juventude, a minha opinião pudesse ser diferente. Agora, assemelho a liberdade a que estes rapazes dão asas, não a uma liberdade fundamentada, não a uma verdadeira contra corrente ou a um hedonismo saudável, mas àquela pseudo liberdade que se ambiciona aos 18 anos. Fez-me pensar assim os comportamentos auto destrutivos, o abuso das drogas e do álcool, uma liberdade que longe de ser inconsequente os leva num caminho autodestrutivo contrário ao hedonismo advocado.
Faço esta auto reflexão, uma vez que as opiniões são maioritáriamente favoráveis a este livro, o que me faz pensar que talvez alguma coisa me tenha escapado. Continuo no entanto curiosa pelos restantes livros considerados essenciais do movimento Beat e pelos seus autores. Gostaria também de ler qualquer coisa de Jack Kerouac num registo diferente que não o do relato baseado em acontecimentos reais, ou pelo menos que os seus amigos não figurassem como personagens, como aconteceu nas duas leituras que fiz até ao momento. Penso que só depois disso poderei formar uma opinião sobre o autor. Até agora, deixa-me muito a desejar este estilo adoptado.
clássico da "Beat Generation" de leitura "quase" obrigatória, mas que pessoalmente não me agradou.
A Maldição de Capristano (A Marca de Zorro) - Johnston McCulley (foi mencionada "A Marca de Zorro", referindo-se o autor ao filme que em baixo apresentamos; ao pesquisar sobre o filme, verifiquei que era baseado neste romance de Johnston McCulley pelo que não pude deixar de o incluir)
A Vida de Cleópatra - Auguste Bailly (Cleópatra foi mencionada, pelo que resolvemos colocar este título para representar essa referência por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos) As Aventuras de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle(Sherlock foi mencionado e este foi o título escolhido para representar esta referência por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos) As Mil e Uma Noites - Antoine Gallard (Ali Babá foi mencionado e este título foi o escolhido para representar esssa referência por já se encontrara na nossa lista de livros a serem lidos) As Torrentes da Primavera seguido de Um Gato à Chuva e Outros Contos - Ernest Hemingway (Kerouac referiu-se a um "conto Hemingwaiano" pelo que escolhemos este livro de contos de Hemingway para representar esssa referência) As Verdes Colinas de África - Ernest Hemingway Assim Falou Zaratustra - Friedrich Nietzsche (Nietzsche foi mencionado e este foi o título escolhido para representar essa referência, por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos do autor)
Benito Cereno - Herman Melville Cimarron - Edna Ferber ("Cimarron" foi mencionado, provavelmente referindo-se ao filme; contudo, resolvemos escolher também o livro homónimo no qual o filme é baseado, para representar essa referência)
Dark Star - Lorna Moon (foi mencionado o filme "Min e Bill" que é baseado nesta novela de Lorna Moon, pelo que decidimos aceitar esta referência como Linked Book também) Iluminações - Uma Cerveja no Inferno - Jean-Arthur Rimbaud (Rimbaud foi mencionado e este foi o título escolhido para representar essa referência por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos) Júlio César - William Shakespeare - (Shakespeare foi mencionado. Já aqui lemos vários títulos do autor, nomeadamente:
Escolhemos assim este título que ainda não consta do nosso blog, apesar de já estar na nossa lista "to be read")
Os Infortúnios da Virtude - Marquês de Sade(Marquês de Sade foi mencionado e este foi o título escolhido para representar essa referência, por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos)
Life in The Far West - George Ruxton Moby Dick - Herman Melville(foi mencionado Ahab, do Moby Dick de Herman Melville) Naked Lunch - William Burroughs (existe uma referência ao autor - outro dos grandes nomes da "geração beat"- nas notas do tradutor; foi escolhido este título para representar essa referência ainda que indirecta, por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos) O Castelo - Franz Kafka (Kafka foi mencionado; já aqui lemos uma obra de Kafka: "O Processo", por isso escolhemos um outro título que ainda não conehecemos, para representar esta referência de Kerouac a Kafka) O Pequeno Herói - Fiódor Dostoiévski (Dostoiévski foi mencionado, e este título foi o escolhido para representar esta referência ao autor, por ter uma edição deste livro na minha estante) O Falcão de Malta - Dashiell Hammet (foi mencionado Sam Spade, detective dos romances policiais de Dashiell Hammet, tendo sido este o título escolhido para representar esta referência por ser o primeiro do autor onde surge o personagem Sam Spade) O Grande Meaulnes - Alain-Fournier O Homem e a Técnica - Oswald Spengler (Kerouac referiu-se a Spengler e este foi o título escolhido para representar essa referência por termos encontrado uma edição disponível em português) O Jogo das Nuvens - Johann Wolfgang Von Goethe (Goethe foi mencionado por Kerouac; neste blogue já lemos dois títulos de Goethe: Fausto e Werther, pelo que escolhemos este "O Jogo nas Nuvens" por ser um dos títulos do autor ainda na nossa lista de livros a serem lidos)
O Lobo do Mar - Jack London (Kerouac referiu-se ao "fantasma de São Francisco de Jack London" que o tradutor em nota diz tratar-se de uma alusão a Wolf Larsen, personagem de "The Sea Wolf" de Jack London) O Rapaz Perdido - Thomas Wolfe (Kerouac referiu-se às "frioleiras românticas wolfianas", e este foi o título escolhido por ter sido o primeiro em português encontrado)
Os Mistérios de Paris - Eugene Sue Rapazes e Raparigas - William Saroyan (William Saroyan foi mencionado e este foi o título escolhido, por ter sido o primeiro que encontrámos com edição em português) Ratos e Homens - John Steinbeck (o filme foi mencionado no texto e o livro foi mencionado nas notas do tradutor) Rei Édipo - Sófocles(Édipo foi mencionado) Viagem ao Fim da Noite - Louis-Ferdinand Céline (Louis Ferdinand Céline foi citado : "Nine lines of crime, one of boredom" e este foi o título escolhido para representar essa referência por ter encontrado em português online)
Winnie The Pooh - A.A. Milne (O ursinho Pooh foi mencionado, tendo sido este o título escolhido para representar essa referência por já se encontrara na nossa lista de livros a serem lidos)
Dispatches me as though I dropped down the knell Of a spent day - to wander the cathedral lawn From pit to crucifix, feet chill on steps from hell. Have you not heard, have you not seen that corps
Of shadows in the tower, whose shoulders sway Antiphonal carillons launched before The stars are caught and hived in the sun's ray? The bells, I say, the bells break down their tower;
And swing I know not where. Their tongues engrave Membrane through marrow, my long-scattered score Of broken intervals… And I, their sexton slave! Oval encyclicals in canyons heaping
The impasse high with choir. Banked voices slain! Pagodas, campaniles with reveilles out leaping- O terraced echoes prostrate on the plain!… And so it was I entered the broken world To trace the visionary company of love, its voice An instant in the wind (I know not whither hurled) But not for long to hold each desperate choice.
My word I poured. But was it cognate, scored
Of that tribunal monarch of the air
Whose thigh embronzes earth, strikes crystal Word
In wounds pledged once to hope - cleft to despair?
The steep encroachments of my blood left me
No answer (could blood hold such a lofty tower
As flings the question true?) -or is it she
Whose sweet mortality stirs latent power?-
And through whose pulse I hear, counting the strokes