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Friday, March 1, 2019

Jane Eyre - Charlotte Brontë


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Foi Jean Rhys com o seu livro "Vasto Mar de Sargaços" que me conduziu à leitura deste clássico da literatura inglesa.

"Vasto Mar de Sargaços" é um título escrito em 1996 onde a autora imagina a história de uma das personagens de Jane Eyre, enquanto prequela, história essa que funciona como "spoiler" a este livro. Até o pequeno gesto de ler a sinopse de "Vasto Mar de Sargaços" já revela demasiado da história de Jane Eyre pelo que não façam o percurso como eu o fiz. Se tiverem interesse nestes dois maravilhosos livros, primeiro leiam Jane Eyre e só depois o "Vasto Mar de Sargaços".

Este foi um dos motivos pelos quais Jane Eyre esteve alguns anos na estante a aguardar ser lida: os spoilers. Não só pela leitura de Vasto Mar de Sargaços, mas por ser um clássico tão tão conhecido que é difícil para quem ande neste mundo dos livros partir para ela em desconhecimento total do que se trata. No mundo dos livros e não só! Porque até num videojogo este título me apareceu, no jogo Infamous Second Son onde comparavam Jane Eyre ao personagem principal  do livro "À Espera no Centeio" de J.D. Salinger.  Pensava assim já saber do que tratava o livro e como era a sua história, pelo que pouca vontade tinha de o ler. 

A edição que tinha na estante também não ajudava a que me sentisse com vontade de o ler: uma edição da Penguin muito velhinha e amarela, algo danificada e com as letrinhas muito muito pequeninas que tinha comprado numa venda solidária (para ajudar amigos patudos) durante umas férias no Algarve há anos atrás (penso que terá sido adquirido em 2014, mas não tenho a certeza).

Ainda outro motivo que prolongava o estado "não lido" deste livro, era o facto de não ter gostado particularmente do livro O Monte dos Vendavais da sua irmã Emily Brontë, quando toda a gente, ou pelo menos a grande maioria dos leitores, adora este livro. Receava que a minha experiência decepcionante com Emily poderia repetir-se com esta sua irmã.

Por fim, foi por causa de um desafio literário que acabei por me aventurar nesta leitura. O desafio, que decorreu no BookTube em Outubro de 2018 (#victober) é um desafio criado pela Katie @ Books and Things que desafia os leitores a lerem livros da Era Vitoriana durante o mês de Outubro.  Tive conhecimento deste desafio através de uma booktuber portuguesa, a Bárbara do canal Delicada Como Um Elefante. Achei imensa piada ao video dela sobre este desafio porque apenas com este livro (Jane Eyre) conseguiria cumprir todas as categorias do desafio proposto :), e deu-me assim o "empurrãozinho final" para finalmente "desencalhar" esta leitura!


Linked synopsis...



"Considerada uma obra-prima da literatura inglesa, Jane Eyre é um romance da escritora inglesa Charlotte Brontë, publicado no século XIX, mais precisamente em 1847. Jane Eyre é uma autobiografia ficcionada da protagonista que, depois de uma infância e adolescência desprovidas de afecto, se torna preceptora em Thornfield Hall e se apaixona pelo seu proprietário, Mr. Rochester. Plenamente correspondida nos seus sentimentos, Jane julga ter encontrado o amor por que ansiara toda a vida, mas Thornfield Hall esconde um segredo tenebroso que ameaça ensombrar a sua felicidade. Numa atmosfera misteriosa e inesquecível, acompanhamos esta heroína de espírito puro e apaixonado, que trava uma luta interior constante para se manter fiel às suas convicções e a si própria. Uma história sobre a liberdade humana, repleta de elementos dramáticos (incêndios, tempestades, tentativas de homicídio) que compõem uma atmosfera de mistério e suspense."
fonte: wook

Linked opinion...


Que leitura incrivelmente surpreendente e contrária a todas as minhas expectativas! Um livro a que atribuí 5 estrelas, uma das melhores leituras de 2018 e uma das melhores personagens literárias que encontrei ao longo da minha vida de leitora.

Adorei esta personagem Jane Eyre. Mais do que o enredo, que não me trouxe assim motivos de grande surpresa ou admiração, foi ela, a protagonista, que fez com que este livro fosse para mim uma das leituras mais memoráveis de sempre. 


Ao fim de pouquíssimas páginas de leitura, uma Jane Eyre ainda criança entrou no meu coração e apesar de entretanto já ter crescido, ainda não saíu :). 


Todos os motivos referidos no início deste post e que me haviam feito recuar durante anos perante esta leitura, tornaram-se insignificantes, e alguns desses motivos até sofreram um volte-face: transformaram-se em aspectos positivos e motivadores!


Por exemplo o facto de já conhecer grande parte da história tornou-se insignificante, uma vez que não era a história em si mesma que me estava a prender, mas sim a forma como Jane Eyre ia reagindo aos acontecimentos. A estrutura mental desta personagem é impressionante, mesmo desde criança. A forma como ela se vai comportando, como vai enfrentando cada obstáculo na sua vida, como se vai auto-regulando emocional e cognitivamente, como consegue construir-se, decidir a sua vida, manter uma estrutura de pensamento original e única, independente da validação ou dos conformismos sociais, todas estas características e capacidades de Jane Eyre foram para mim deveras impressionantes.  E tudo isto sem perder a noção de tudo o que a rodeia e condiciona, do real, da sociedade, do seu lugar, dos seus defeitos e mais-valias, e sem perder a sua sensibilidade, a sua empatia, a sua capacidade de amar, sem nunca perder o que há de mais belo num ser humano. O grau de profunidade instrospectivo presente nesta narrativa fez-me acreditar que muitas das características do pensamento da própria autora tinham sido transferidas para a sua personagem Jane Eyre. Isto fez com que no decorrer da leitura, a minha admiração fosse aumentando, quer por Jane Eyre, quer pela sua criadora, Charlotte Brontë. 

Quanto à minha edição ser no inglês original, um livrinho de bolso muito antigo, muito manuseado e amarelado, características que antes de começar a ler considerava como possíveis entraves a uma boa experiência de leitura, ganharam todo um novo significado. A meio da leitura tive acesso a uma edição em português deste livro, das edições Romano Torres e verifiquei como se havia perdido do inglês para o português vários aspectos importantes do texto original, e sobretudo a voz de Charlotte Bronte, a sua forma de escrever. Fiquei pois muito feliz por ter acesso ao que ela escreveu de facto e quando leio agora algumas opiniões de leitores que alegam que a escrita de Charlotte Brontë é uma escrita demasiado simples e sem beleza, eu tenho a certeza que não a leram no original. 


Por tudo o que atrás disse e por muito mais: por ser um clássico intemporal; por ser um dos melhores romances da Era Vitoriana; por ser um retrato da sociedade da época; por falar de temas fortes como o papel da mulher, a hipocrisia da Igreja, as diferenças de classes, etc, etc...por tudo isso também, mas para mim... o melhor motivo que vos posso dar para ler este livro é: conhecerem esta personagem incrível que é Jane Eyre.

Nota: Gostei tanto tanto do livro que ia fazer um video de opinião apenas sobre Jane Eyre (até anunciei que o faria no canal), mas a interacção que se proporcionou aquando da leitura deste livro entre eu, a Bárbara e a Filipa (pois todas o havíamos lido ou relido na mesma altura) levou a um "live" no Booktube de discussão da obra a três. Tomei a liberdade de colocar aqui essa discussão, que está dividida em duas partes, sendo a primeiro sem spoilers pelo que podem ver sem receio pois é alertado durante o video antes de passar a conter spoilers. Também por esta interacção que este livro proporcionou, para além de tudo o resto, será sem súvida um livro inesquecível para mim. Fui tonta em deixar tanto tempo na estante por ler uma obra assim, mas esta interação que se proporcionou nesta altura entre mim, a Filipa e a Bárbara valeram bem todos esses anos "perdidos" :).




Um clássico maravilhoso que aconselho vivamente!
Jane Eyre é uma das melhores personagens literárias que até hoje tive o prazer de encontrar!



Linked books...


Agnes Grey - Anne Brontë - livro mencionado nas notas.

Anna Karenina - Liev Tolstoi livro mencionado na introdução.

Arabian Nights (As Mil e Uma Noites)

Barchester Tower´s - Anthony Trollope - esta obra e duas das suas personagens foram mencionadas nas notas : Mrs. Proudie e Mr. Slope.

Cranford - Elizabeth Gaskell  - livro mencionado nas notas.

Eneida - Virgílio  - O autor foi mencionado e este título foi o escolhido para representar a referência feita, por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos.

Fausto - Johann Wolfgang Goethe - referenciado nas notas: "The dog who followed Faust amd turned out to be Mephisto"

Daniel Deronda - George Eliot - livro mencionado nas notas.

David Copperfield - Charles Dickens - Este livro foi mencionado na introdução. Foi mencionado também nas notas, bem como o seu autor, e David, o personagem principal deste livro . Já aqui no blogue foi lida uma versão infanto-juvenil  de David Copperfield pelo Alípio, colaborador deste blogue. Contudo, por ter uma versão integral e original na estante e também por se tratar de uma releitura que gostaria de fazer, opto por criar esta nova ligação. 

Framley Parsonage - Anthony Trollope - livro mencionado nas notas.

Goldsmith´s History of Rome - Oliver Goldsmith

Great Expectations - Charles Dickens (O autor e Pip, o personagem principal desta obra foram mencionados nas notas)

Gulliver´s Travels - Jonathan Swift


La Ligue des Rats - La Fontaine (em Fábulas de La Fontaine)


Life of Burns - John Stuart Blackie  - livro mencionado nas notas.


Lives of The Most Eminent English Poets - Samuel Johnson - livro mencionado por duas vezes nas notas.


Marmion - Walter Scott - Marmion foi mencionado no texto e nas notas, tendo sido também citado no texto o poema Norham Castle de Walter Scott que é parte integrante do livro Marmion:
"DAY set on Norham’s castled steep,
And Tweed’s fair river, broad and deep,
And Cheviot’s mountains lone:
The battled towers, the donjon keep,
The loop-hole grates where captives weep,
The flanking walls that round it sweep,
In yellow lustre shone."

MacBeth - William Shakespeare - foi mencionado e citado, no texto e nas notas"After life´s fitful fever they sleep well"

Mansfield Park - Jane Austen (nas notas este título foi mencionado, bem como a seguinte referência a uma personagem: "Fanny´s Childhood in Mansfield Park")

Much Ado About Nothing (Muito Barulho por Nada) - William Shakespeare


Middlemarch - George Eliot - este 
título foi mencionado nas notas, bem como um dos seus personagens: Mr. Bulstrode

O Barba Azul - Charles Perrault

Os Bandoleiros - Friederich Schiller - Schiller foi mencionado,  foram mencionados os personagens Franz e Daniel e também esta obra foi citada duas vezes:
"Da trat hervor einer, anzusehen wie die sternen nacht" e "Ich wäge die gedanken in der schale meines zornes und die werke mit dem gewitche meines Grimms"

Oliver Twist  - David Copperfield (Este livro, o seu autor e Oliver, o personagem principal desta obra, foram mencionados nas notas)

Pamela - Samuel Richardson


Persuasion - Jane Austen (mencionado nas notas)


Portrait of an Age: Victorian England - G.M. Young (mencionado nas notas)


Pride and Prejudice - Jane Austen - livro mencionado na introdução.


Shirley - Charlotte Brontë (das notas: "Charlotte's Industrial Novel Shirley")


The Bleak House - Charles Dickens (O autor e Esther, a personagem principal desta obra foram mencionados nas notas)


The Corsair - Lord Byron - 
livro mencionado nas notas.

The Daisy Chain  - Charlotte M. Yong 
livro mencionado nas notas.

The Fool of Quality Or, The History of Henry Earl of Moreland - Henry Brooke 


The Heir of Redclyffe - Charlotte M. Yong
livro mencionado nas notas.

The History of Rasselas, Prince of Abissinia - Samuel Johnson 
livro mencionado no texto e nas notas.

The Last Chronicle of Barset - Anthony Trollope livro mencionado nas notas.

The Lay of The Last Ministrel - Walter Scott - esta obra de Walter Scott foi mencionada nas notas e também citada no texto:
"The air was mild, the dew was balm" |"Look to the river. Looked to the mills"

The Life of Charlotte Brontë - Elizabeth Gaskell - livro mencionado na introdução e nas notas.


The Life of Francis Place - Graham Wallas (obra mencionada nas notas)


The Life of Samuel Jackson, L.L.D - James Boswell - obra que foi mencionada nas notas.

The Moonstone - Wilkie Collins (mencionado nas notas)


The Newcomes - William Makepeace Thackeray (mencionado nas notas)

The Pickwick Papers - Charles Dickens - obra mencionada nas notas.


The Professor - Charlotte Brontë - livro mencionado na introdução.


The Scornful Lady - Francis Beaumont and John Fletcher - houve uma referência a "Abigails" sendo Abigail o nome de uma heroína desta peça, senhora que representava o papel de criada de quarto (informação de nota de rodapé)


Vanity Fair - William Makepeace Thackeray - livro mencionado na introdução e nas notas.


Vilette - Charlotte Brontë - livro mencionado na introdução e nas notas. Também uma personagem: Lucy Snowe foi mencionada nas notas.


Wuthering Heights (O Monte dos Vendavais) - Emily Brontë 
livro mencionado na introdução e nas notas.

Referências obtidas indirectamente:

No texto houve uma expressão que anotei por não ter entendido o seu significado "the vice of Demas". Após pesquisa aprendi que Demas foi um personagem bíblico, referido nas epístolas de S. Paulo. Terá sido um seguidor de Paulo que o terá abandonado e se terá afastado da igreja.

Nas epístolas está escrito:
"Porque Demas me desamparou, amando o presente século..."
o que pode significar que seu discípulo tenha se acovardado diante das duras perseguições promovidas pelo imperador Nero contra os cristãos ou então afastado-se dos mandamentos da vida cristã. (fonte: wikipédia em português)

Na wikipédia em inglês referem-se a outras duas referências a Demas na ficção para além desta que encontrei em Jane Eyre :


The Pilgrim´s Progress - John Bunyan (já se encontrava na nossa lista)

The Demas Revelation - Shane Johnson

Resolvi pois considerar estas duas referências encontradas desta forma indirecta.


Linked people...



Guy Fawkes

Queen Boadicea


Linked art...


The Death of General Wolfe by Benjamin West



Linked poem...


Em Jane Eyre, Charlotte Brontë citou uma passagem deste poema:


Fallen is Thy Throne
by Sir Thomas Moore

FALLEN is thy throne, O Israel!
Silence is o’er thy plains;
Thy dwellings all lie desolate,
Thy children weep in chains.
Where are the dews that fed thee
On Etham’s barren shore?
That fire from heaven which led thee
Now lights thy path no more.´

Lord! thou didst love Jerusalem,—
Once she was all thy own;
Her love thy fairest heritage,
Her power thy glory’s throne:
Till evil came, and blighted
Thy long-loved olive-tree;
And Salem’s shrines were lighted
For other gods than thee!

Then sunk the star of Solyma,—
Then passed her glory’s day,
 Like heath that, in the wilderness,
The wild wind whirls away.
Silent and waste her bowers,
Where once the mighty trod,
And sunk those guilty towers,
While Baal reigned as god!

“Go,” said the Lord, “ye conquerors!
Steep in her blood your swords,
And raze to earth her battlements,
For they are not the Lord’s!
Till Zion’s mournful daughter
O’er kindred bones shall tread,
And Hinnom’s vale of slaughter
Shall hide but half her dead!

Saturday, February 9, 2013

A Vida de Pi - Yann Martel

"First Link"


Com este livro iniciamos mais uma série de links, a partir deste "First Link". Os "First Links" , são livros que surgem no blog, mas que não estão (ainda, pelo menos), relacionados com as leituras anteriores. Surgem normalmente por uma de duas vias: ou o livro foi recomendado directamente pelos nossos leitores, ou o livro foi-nos oferecido. Neste caso, a Vida de Pi foi uma (belíssima) oferta de Natal, e foi com enorme expectativa que iniciei a sua leitura, numa altura em que a popularidade deste título era notória, dada a aproximação da estreia do filme.

Linked opinion...


Por norma, não tenho uma boa relação com os livros populares. Quanto maior a popularidade de uma obra, maior o meu afastamento. Desta forma, em situação normal, não escolheria este livro, pelo menos não nesta fase de "mega" popularidade. A experiência anterior ensinou-me que quanto mais um livro "anda na boca de toda a gente", maiores são também as probablidades de eu ficar desapontada com o mesmo. Expectativas demasiado elevadas talvez expliquem tal facto.

Infelizmente este livro não fugiu à regra, e ficou muito aquém das minhas expectativas. Não posso dizer que não gostei, porque isso não é verdade, mas estava à espera de bem melhor.

A forma de escrever do autor, em si mesma, desagradou-me. Achei o discurso muito "embrulhado" e nem sempre claro. Na parte mais descritiva e nos diálogos é simples e directo, mas quando se trata de transmitir ideias mais elaboradas ou mais aprofundadas,fui obrigada a voltar atrás várias vezes, e mesmo assim, nem sempre o compreendi.

A história é bastante interessante, principalmente na parte do naufrágio (2ª parte do livro), mas a partir de um certo ponto, passa a ser pura fantasia. Contudo, o autor insiste em passá-la para para o leitor como uma história real "que nos vai fazer acreditar em Deus". Torna-se desconcertante, pois acho que ninguém consegue continuar a "engolir" esta história como real durante todo o livro. Quanto ao objectivo falhado de me fazer acreditar em Deus, nem sequer compreendi como é que o autor pretendia fazê-lo ou o que é ele quis dizer com isso.

Os pontos altos do livro, para mim, são a aprendizagem zoológica que o livro permite e a visão unificada das religiões, personificada em Pi. Convenhamos contudo que não é normal que uma criança ou adolescente exiba um comportamento religioso como o de Pi, pelo que, se por um lado o autor me fez maravilhar com as ideias de Pi sobre Deus e as religiões, por outro fez-me duvidar do percurso desenvolvimental do protagonista.

A minha opinião é que é um livro razoavelmente bom e que entretém. Um daqueles livros ideais para férias. Mas tomem em conta que a minha opinião é diferente da opinião maioritária e que este livro tem um enorme sucesso, fazendo até parte do plano nacional de leitura (recomendado para os alunos do 8º ano). Não se afastem pois dele apenas por esta minha opinião, mas leiam-no vocês mesmos, e discordem comigo se for o caso.

Linked movie...



A Vida de Pi (2012)



Linked books...


Beatriz e Virgílio - Yann Martel (publicidade da editora)

The Ramayana: A Shortened Modern Prose Version of the Indian Epic - R.K. Narayan (foi mencionado o título "Ramayana" e o autor R.K. Narayan, pelo que optámos por esta edição.

As Aventuras de Robinson Crusoe - Daniel Defoe

As Aventuras de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle : foi mencionado apenas o autor, e escolhemos este título pois já está na lista dos livros por ler, e na estante deste blog

A Caixa Trocada - Robert Louis Stevenson : foi mencionado apenas o autor. Deste autor, já foram lidos os títulos A Ilha do Tesouro e O Estranho Caso do Dr. Jekyll e de Mr. Hyde, pelo que procurámos outro título. Este estava disponível para troca na Winking Books, pelo que foi o escolhido.

A Imitação de Cristo - Thomas H. Kempis

Moby Dick - Herman Melville (foi mencionada "a baleia" de Herman Melville)



Linked food...


Sambar (prato indiano vegetariano) - ver a receita aqui.


Linked brands...


Cigarros "Gold Flake" (publicidade dos 70´s)

bicicletas Hero

televisores ONIDA

livrarias Higginbothams
carros Ambassador


Linked animals...



Catatua das Molucas
Tapir
Mandril
Cutia
Trágulo
Cabra de Nilgiri
Petrel de Wilson


Linked religious figures...



Lakshmi
Ravana
Shiva Nataraja
Shatki Parvati
Markandeya
Durga
Hanuman


Linked flora...



Poinciana Real
Jacarandá
Duriango


Linked musical instrument...



Nadaswaram


Linked religious rituals/songs...





Prasad

Linked religious site...



Caaba


Linked Indian States...



Uttar Pradesh

Tamil Nadu


Linked looked up words...


calistenia - ginástica rítmica; (desporto)  método ou actividade em que os exercícios físicos são feitos sem pesos ou aparelhos e usam o peso do próprio corpo como resistência.

um Murti de Ganesh

Murti - No Hinduísmo, Murti refere-se à imagem (pintura ou escultura) na qual manifesta-se (murta) um espirito divino. O hinduísmo considera um murti digno de culto quando se é invocado à divindade sobre ele com o propósito de oferecer veneração.

Samskaras -  ou sanskaras é um termo sânscrito, muito usado no hinduísmo que significa impressão ou sob influência de impressões remanescentes (são as tendências inerentes remanescentes de alguma propensão instintiva que influencia a pessoa). No hinduísmo esta propensão é causada pelas vidas anteriores, dentro do conceito de reencarnação .

Kumkum
Kumkum -  é um pó utilizado em ocasiões sociais e religiosas no Hinduísmo, para pintar e marcar com símbolos.

minaretes - torre de mesquita, de onde os fiéis são chamados à oração.

almuadem - mouro que, do alto das almenaras, chama o povo à oração.

Tuesday, May 15, 2012

O Processo - Franz Kafka

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Este livro apareceu referenciado em O Deus das Moscas de William Golding, mas apenas enquanto publicidade da editora em contracapa, e não no texto. De qualquer das formas, por vezes, tenho aceitado essas referencias , de igual forma como aceito as que surgem directamente no texto. E este título não seria para descurar. Estava bastante curiosa ao iniciar a sua leitura, imaginando como seria esta obra. Do autor, apenas havia lido "A Metamorfose", e apesar de não ter correspondido totalmente às minhas expectativas, constituiu uma leitura inolvidável.

Posteriormente, foi também mencionado em:
Linked opinion...
Este livro causou-me essencialmente um sentimento de "estranheza". Relembrei, a propósito, as mesmas emoções que senti ao  ler "A Metamorfose"... Existe enredo e história, que nos capta o interesse e nos faz avançar na sua leitura. Contudo, se no fim nos perguntarmos o que foi de facto contado, pouco ou nada se extrai... É claro que entendemos que se trata de uma crítica. Em particular ao sistema judicial excessivamente burocratizado, e, em geral, à nossa forma de organização social. Uma sociedade cuja estrutura é considerada opressiva, e na qual, o indivíduo acaba por ser "engolido" , perdendo-se numa complicada engrenagem, sem pouco ou nada poder fazer, para dela se escapar. No fundo, uma crítica à falta de liberdade individual da sociedade moderna, uma vez que a modernidade tende a iludir-nos a noção contrária. Se uma parte figura no livro, outra parte, talvez a maior, retiramos depois. Inúmeras interpretações (filosóficas, psicológicas, etc.) têm sido feitas a esta obra. Parece-me que este livro acaba por ser um ponto de partida para uma "discussão" mais profunda, e uma base para as mais diversas análises e reflexões. A forma como é escrito, e que me causou "estranheza", baseia-se no facto de se relatarem locais, pessoas, mas em particular, interacções tão reais quanto absurdas, ou despropositadas. Estas, captam o leitor, mas  de nada servem o enredo, ou se o fazem, só mesmo de forma tangencial. Esta, pelo que entendi, é a forma natural de Kafka escrever, que lança aqui também vários pontos de partida para interpretações, procura de simbolismos e metáforas. Categorizando, julgo que se tratará de algo que se costuma chamar de realismo fantástico, mas que em vez de ser "colocado na caixa", talvez se possa designar apenas de "kafkiano". Aquilo que o autor de facto quis dizer, talvez apenas ele o saberá. Para mim, considero que esta obra constitui um excelente motivo  para reflexão e para debate, tal como o foi também para mim,  "A Metamorfose". 

Linked movies...
Estas são as duas mais importantes versões cinematográficas deste livro de Kafka.
 



Linked books...
O único livro referenciado, que surge apenas em publicidade de contra-capa, é:
Os Carneiros de Fogo - Pierre Gascar

Linked words...

igualha -  identidade de condição social ou moral.
otomana - sofá largo sem respaldo.
sequazes - que ou pessoa que segue, que acompanha; partidário; membro de um bando ou partido (relativamente ao chefe ou à ideia); sectário; seguidor.
libelo - exposição breve e articulada do que se pretende provar contra um réu; acusação; escrito acusatório.
retábulo - obra de arte de pedra ou madeira esculpida, de encontro ao altar; painel ou quadro de altar. 

Saturday, May 5, 2012

O Moinho à Beira do Rio - George Eliot

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Foi a partir de Wilt de Tom Sharpe que cheguei a este livro. Apesar de haver edições mais recentes desta obra, não resisti a adquirir esta edição "amarelada" do Círculo de Leitores, quando a descobri na Pó dos Livros.
Não sabia o que esperar deste livro, e foi com algumas reservas que iniciei a sua leitura.

nota - esta obra foi posteriormente também mencionada em:


Linked opinion...


As reservas que tinha no início, depressa se dissiparam. Foi óbvio, logo a partir das primeiras páginas, que estava perante uma grande obra. A escrita laboriosa e inteligente, revelou-me uma autora de inteligência e sensibilidade excepcionais. Distinta. Tão distinta como a época a que viajamos ao ler esta bela história. Mas se diferentes são os modos e os costumes dessa época, o mesmo não acontece com os valores das personagens que a habitam. A lealdade, a honra, a coragem...e o amor. O amor é, em minha opinião, central neste livro. Se a autora se revelou tão entendedora da natureza humana, fê-lo melhor ainda naquilo que é fundamental a essa natureza: as emoções. O amor, quer fraterno quer romântico, é aqui exposto de forma singular. Tanto a pureza, a sinceridade, e a elevação desse sentimento, como o seu poder destruidor. O amor singularmente bem retratado enquanto força destruidora, para quem ama, para quem é amado, e para tantos mais...tantos são os seus danos colaterais. Esse poder que o amor também detém, tanto ou mais que o ódio ou a vingança. Mas também a sua força e necessidade, enquanto veículo de felicidade, como elevação do espírito, como intocável, perfeito, etéreo e lindo. Outros tantos sentimentos e intrincadas relações humanas, são de igual forma aqui brilhantemente dissecadas. Uma bonita história... de amor. Trágica e intemporal.

Linked music...



 
Árias de Arne foram referidas de um modo geral. Aqui a ária "Rise, Glory, Rise" , da ópera "Rosamond"(soprano: Emma Kirkby)

 
Henry Purcell foi mencionado. Este foi o trecho que escolhi para aqui partilhar.


Oratório "A Criação" de Joseph Haydn

"Graceful Consort" (A Criação) de  Joseph Haydn


Linked books.... 


Como se pode ver pela lista apresentada, muitas foram as referências a outras obras, com que este livro nos presenteou:

História Política do Diabo - Daniel Defoe

Declínio e Queda do Império Romano - Edward Gibbon

O Peregrino - John Bunyan

Fábulas de Esopo 

A Ilíada - Homero

Odisseia - Homero 

The History of Sir Charles Grandison - Samuel Richardson 

The Life and Works of William Cowper - Robert Southey

The Industrious Apprentice - Hermann Adler

O Descanso Eterno dos Santos - Richard Baxter

Ivanhoe - Walter Scott

A Aventura de Waverly - Walter Scott

Henrique IV - William Shakespeare 

Noite de Reis - William Shakespeare

The History of Rasselas, Prince of Abissinia - Samuel Johnson

O Pirata - Walter Scott 

Corinne - Madame de Stael

Aforismos - Novalis 

Tom Jones - Henry Fielding



Linked people...




Jean Baptiste Massillon (1663 - 1742)



Virgílio (70 a.C. - 19 a.C.)
Sir William Wallace (1272 - 1305)
Robert Bruce (1274 - 1329)



Theodore Hook (1788 - 1841)
Edmund Burke (1729 - 1797)



Linked words...


pecha - defeito, senão, balda.
Sege (aqui como exemplo, a sege das Plumas, da Casa Real Portuguesa)

sege -  carruagem antiga, com duas rodas e um só assento. 

óbice - obstáculo, impedimento.

bufarinheiro - vendedor ambulante de bugigangas. 

anexim - dito sentencioso em linguagem popular.

hidropisia - acumulação de serosidade no tecido celular ou numa cavidade do corpo.

gafeira - lepra.; sarna leprosa de certos animais; ronha.
 
mangra - humidade ou orvalho que prejudica os frutos; ferrugem dos trigais.

briche - espécie de saragoça grossa.

fustão - tecido de algodão, linho, seda ou lã, em cordão. 

hamadríade - ninfa dos bosques que nascia e morria com uma árvore que lhe estava votada, e na qual a supunham encerrada.