Showing posts with label Autores Lusófonos. Show all posts
Showing posts with label Autores Lusófonos. Show all posts

Wednesday, May 23, 2012

O Hóspede de Job - José Cardoso Pires

Linked by...
Este livro surge por referência de "O Deus das Moscas" de William Golding. Não se tratou de uma referência directa, mas sim por publicidade da editora, na sua contracapa. Tratando-se de José Cardoso Pires, uma referência na literatura nacional, aceitei sem reservas esta referência, apesar da sua natureza indirecta. Obter um exemplar desta obra, também foi muito fácil. Para tal, utilizei como recurso uma comunidade online de troca de livros, a Winking Books, através da qual obtive um exemplar em perfeitas condições. Já antes, o livro "O Processo" de Kafka, fora obtido do mesmo modo, e julgo que mais se seguirão. Aos amantes de livros, aconselho vivamente a utilização desse site.

Linked Opinion...
Já esperava uma boa leitura, o que veio a confirmar-se. Mas uma surpresa me esperava. Senti-me quase "em casa" durante esta leitura. Apesar deste tempo já não ser o meu, e talvez pouco diga às gerações pós 25 de Abril, o lugar é o meu. O meu Alentejo, a minha terra, "as minhas gentes"... tudo me pareceu tão familiar. A minha terra natal, tal como o Cercal Novo, foi durante muitos anos uma "vila-quartel", de artilharia, com um polígono de tiro, e bem perto de Lavre e de Montemor. Da pobreza do Alentejo desses tempos, das jornas de terra em terra, da procura de trabalho longe do lar, foram também protagonistas os meus avós paternos. Deles me habituei a ouvir as histórias das "durezas" desses tempos. E é assim este livro, também ele simples e duro, contrastando as agrestes realidades do figurado "Job" com as do seu hóspede. A balança com um prato totalmente vazio, de pobreza, e o outro pesado a abarrotar , de (pre)potência do visitante. Personagens fortes, corajosas, pobres, leais, há de tudo, nestas gentes do Alentejo. Em redor delas se desenvolvem mini histórias que me prenderam às páginas deste livro, a partir do primeiro momento. Apenas não gostei de um pequeno pormenor: cheguei ao fim demasiado depressa...

Linked people...

Sébastien Le Preste de Vauban (1633-1707)
Ardant du Picq (1821-1870)

Matthew Ridgway (1895-1993)
George S. Patton (1885-1945)
Linked songs...


 



Linked bird...

Peneireiro
Linked places...
Muitos são os locais referidos. Para partilhar, escolhi alguns...

Beringel (Beja, Portugal) foto de Nuno Chacoto
Lavre (Évora, Portugal)
Montemor-o-Novo (Évora, Portugal) foto de João Fialho
Monte Cassino (Itália)
Kalamazoo (Michigan, USA)
Linked books...
As obras referidas no texto, de "literatura de cordel", são os folhetos lidos pelo velho Aníbal, os quais não podem ser aqui incluidos. No entanto não quis deixar de, de alguma forma dar continuidade a esta leitura. No final do livro estavam referidas todas as obras do autor publicadas pela editora. Não podendo incluir todas, procurei na Winking Books se havia alguma disponível. Assim, ficou esta como única referência deste post:


Sovela
Linked words...

locanda - tenda, tasca, loja reles.

gaibéu - mondador que trabalha nas lezírias do Ribatejo.

ganhão -  homem sem ofício que trabalha a jornal; cavador; zagal; homem rude. = RÚSTICO


algoz - pessoa que inflige castigos físicos ou pena de morte; pessoa cruel.

sovela -  instrumento com que os sapateiros e correeiros abrem os furos por onde fazem passar a cerda com o fio.

Wednesday, May 9, 2012

Os Lusíadas de Luís de Camões, Contados às Crianças e Lembrados ao Povo - João de Barros


Linked by...

Foi a partir de Coca-Cola Killer de António Vitorino de Almeida, que cheguei a este livro. Contudo, a referência não é para ele. O livro menciona "Os Lusíadas" de Luís Vaz de Camões, e não esta versão, em prosa e "simplificada", que eu desconhecia sequer existir. Acontece que procurava os Lusíadas na feira da ladra, convicta de ir encontrar um exemplar. O intuito era o de revisitar esta obra, seguindo o "link" do Coca-Cola Killer. Já tinha encontrado um, mas como se estava literalmente a "desfazer", continuei a minha procura, e é nessa procura que li numa lombada  "Os Lusíadas de Luís de Camões". Finalmente...pensei. Enganava-me. Era esta versão. Contudo, chamou-me a atenção e fiquei curiosa...Como seria possível transformar os Lusíadas em prosa, sem massacrar esta obra de inegável genialidade poética? E para quê? Com que finalidade se macularia tamanho legado da nossa cultura? Bem, só lendo...Dois euros, disse o senhor. Comprado, apesar de dar para comprar 4 na banca do lado...

Linked opinion...

Foi com enorme curiosidade que "peguei" neste livro, e confesso, com baixas expectativas. Julguei que haveria duas possibilidades. Uma: o livro seria de facto, uma versão em prosa muito simplificada para crianças, e aí nada haveria a apontar, uma vez que tendo como público alvo os mais novos, seria justificado este "atentado" à obra original, para que os mesmos a conhecessem e entendessem. Duas: iria deparar-me com uma história em prosa, sem qualquer qualidade, e que na qual, nem por sombras se vislumbraria  pitada da magnitude dos Lusíadas. Pois bem, estava enganada. Logo ao ler o prefácio, me dei conta que os "medos" que a mim me assaltavam, também os teve o autor da obra. Também ele temia "conspurcar" ou diminuir de alguma forma, o que são os Lusíadas e os intentos de Camões. E em minha opinião não o fez. A história que ele conta, é de facto a história dos Lusíadas, entendível para os mais novos, mas não demasiado simplificada. Há nesta prosa emoção, brio, e melodia. Não é a mesma melodia que a poesia proporciona, muito menos a poesia genial de Camões, mas serve o intuito de contar a sua história sem perder do original (em termos da história em si, é claro). Para que os mais novos consigam entender a obra poética, e até em jeito de preparação para essa leitura, julgo que a leitura deste livro poderá ser um enorme benefício. Aos mais novos, e não só. Penso também nos mais velhos que deixaram "escapar" esta obra. Assim quando chegar a altura de ler cantos de Camões, poderão os leitores estar mais disponíveis para os entender, absorver e apreciar, em toda a sua grandiosidade.

Nota: Verifiquei posteriormente a ter emitido esta opinião, que este livro está integrado no plano nacional de leitura e que é recomendado para todas as idades. Tenho pena que não tivesse sido "no meu tempo", pois acredito que menos pessoas relembrariam os Lusíadas como "uma grande seca...".

Linked review...

"Era uma vez um povo de marinheiros e de heróis, o povo português, o nosso povo, que já lá vão muitos anos — mais de quatrocentos — quis descobrir o caminho marítimo para a Índia. A Índia aparecia então, aos olhos de todos os Europeus, como terra de esplendor e de riqueza, que todos os homens desejavam, mas onde era difícil, quase impossível chegar.

Quatro pequenos navios — tão pequenos sobre o imenso, ignorado Oceano! — Quatro naus comandadas pelo grande capitão Vasco da Gama lançaram-se através do Atlântico, só conhecido até ao Cabo da Boa Esperança, dobraram esse Cabo e puseram-se de vela para a região que demandavam.

O vento era brando, o mar sereno. Até então a viagem correra sossegada. Mas os perigos seriam constantes, a travessia arriscada, a viagem longa. E ninguém sabia ao certo o rumo a seguir, pois nunca outra gente se atrevera sequer a tentar tão comprida e custosa navegação.

Só a coragem e a audácia dos Portugueses seria capaz da proeza heróica! Assim inicia João de Barros a sua adaptação em prosa de Os Lusíadas, o poema épico português. Nesta obra, o autor condensa e simplifica a leitura dessa jóia da literatura nacional, tornando-a acessível a um público mais jovem, mas interessado em conhecer a sua História e as suas Origens."


Linked people...

São muitas as personalidades que são referidas neste texto. Estas foram as que escolhi para partilhar.

Vasco da Gama
Nuno Álvares Pereira
Viriato

Antão Vaz de Almada (Diplomata português, nascido em 1573 e falecido em 1644, foi o grande impulsionador da Restauração. Após o triunfo da revolução, foi nomeado por D. João IV embaixador em Londres. Graças aos seus esforços diplomáticos, foi assinado um Tratado de Paz e Aliança entre Inglaterra e Portugal, que foi fundamental para a manutenção da independência do nosso país)

Linked places...

Abundam os locais nesta "história". Não sendo possível colocá-los todos, foram seleccionados apenas alguns.

Cabo da Boa Esperança (África do Sul)


Cananor (Índia)
Cochim (Índia)
Malaca (Malásia)
Mombaça (Quénia)


Deserto do Saara

Linked words...

aljava - coldre ou recipiente para setas, geralmente transportado ao ombro.

chuço -  pau armado de ponta aguda de ferro.

aljôfar - pérolas miúdas. 

procela - tormenta no mar, tempestade. 

Tuesday, April 10, 2012

Coca-Cola Killer - António Vitorino D´Almeida

"First Link"...
 
Apesar de não ter sido ainda referido por nenhum dos livros deste blog, acaba por chegar a mim, por ligação indirecta a Tom Sharpe. Uma vez que eu havia já lido dois dos livros de Tom Sharpe e havia gostado, perguntaram-me se já tinha lido o "Tom Sharpe português"... E assim me vi em pouco tempo, a devorar este livro de António Vitorino D´ Almeida.

Linked Opinion...

Na minha opinião este livro é fantástico. Se o comecei a ler por o autor ser alegadamente o Tom Sharpe português, para mim superou em muito qualquer dos dois livros de Tom Sharpe que li até agora. Li-o com grande rapidez, mal podendo esperar para retomar a leitura sempre que por algum motivo, tinha forçosamente que parar. Rir foi uma constante durante a sua leitura, chegando mesmo às lágrimas. É simplesmente incrível a imaginação do autor, as pequenas histórias tão absurdas, tão surreais, e ao mesmo tempo tão credíveis dentro da história, por vezes até, acopladas a acontecimentos reais. Os personagens esses, são maravilhosos. Simplesmente coloridos e fantásticos, com características únicas que acho que só quem é português os consegue imaginar em toda a sua grandeza (ou pequeneza). Enfim, um livro de leitura obrigatória, construído com uma inteligência e humor brilhantes e fora do comum, não se esperando outra coisa, deste senhor que se chama António Vitorino D´Almeida.

Linked art...

Aparece mencionado no texto esta obra de arte, que julgo ser digna de aqui mostrar.

O Desterrado de Soares dos Reis
Linked songs...

Como não podia deixar de acontecer, são mencionadas duas canções: Fascination e La Cumparsita. Deixo os links para que as possam ouvir aqui.

La Cumparsita


 Fascination

Linked books...


São três as obras referenciadas no texto deste livro. A primeira contudo não é mencionada directamente, mas enquanto trocadilho, e como obra de um dos personagens do livro (O Frio Que Veio do Espião...). Resolvi contudo incluir nesta minha lista a obra real a que se refere.

O Espião que Saíu do Frio - John Le Carré
Os Maias - Eça de Queiróz
Os Lusíadas  - Luis Vaz de Camões

Linked people...

São diversas as personalidades mencionadas no texto deste livro, num total de sete , cinco para mim desconhecidas. Apesar de conhecer Carlos Gardel e Sharon Tate, do primeiro pouco sabia, e da actriz fiquei curiosa em saber mais para além da história do assasinato, pela qual eu a conhecia. "Apresento" desta forma estas personalidades aos leitores deste blogue, por foto, e com links para quem desejar saber mais.

Rosa Luxemburgo (autora da frase "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem")










 
Herbert Marcuse (1898 - 1979)



Luigi Boccherini (1743 - 1805)


Alberto Nepomuceno (1864 - 1920)


Carlos Gardel (1890 - 1935)
Stéphane Mallarmé (1842 - 1898)

Sharon Tate (1943 - 1969)

Linked words...

Esta foram as palavras que este livro me "apresentou" :
soez - Torpe; reles; vil
seráfico - Relativo aos serafins. Místico; beatífico; paradisíaco. Diz-se das ordens religiosas franciscanas.
chistosa - Que tem chiste ou graça. Brincalhão, engraçado, faceto.
onanismo - Coito interrompido antes da ejaculação. Masturbação masculina.
azémola - Besta de carga. Cavalgadura velha e estropiada. Pessoa estúpida.
hemoptises - Expectoração de sangue. Hemorragia da membrana mucosa do pulmão.