Thursday, January 15, 2015

As Aventuras de Robin dos Bosques - Roger Lancelyn Green

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Chegamos à leitura deste título, por se terem encontrado referências ao mesmo, em três obras por nós lidas aqui no blogue:
Descobri esta edição maravilhosa de capa dura (pelas quais sou perdido) numa loja de antiguidades e comprei-a pela módica quantia de 2€. Esta edição pertence à Biblioteca Juvenil da Dom Quixote e foi publicada em 1990. 

Linked synopsis...

"A história do bandido que se tornou herói nacional remonta ao século XIII, coincidindo com a época em que o Rei Ricardo III, mais conhecido como Ricardo Coração de Leão, viveu e combateu cruzadas contra os mouros.Nessa época, o então duque de Huntington, destituído de seu título e de seus bens devido a armações políticas, vê crescer seu filho Robert of Lochsley e educa-o para ser um guarda real das florestas de Nottinghamshire, ao mesmo tempo em que a esposa incute no filho a boa educação da corte que se espera de um nobre. O coração do garoto está nas florestas de Sherwood, onde passeia com o primo e com Marian, a filha do homem que havia roubado o título e os bens do pai, e por quem ele era apaixonado.
Sucede -se que, aos 19 anos, novamente por motivos políticos e financeiros, Robin e seus pais são levados sumariamente à prisão, de onde ele e a mãe saem  no dia seguinte, mas não o pai
E as aventuras começam..."

fonte: cm palmela

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Para o Linked Books e para mim, esta foi uma estreia quanto ao autor, pelo que não sabia o que esperar. Este primeiro contacto não me poderia ter transmitido melhor impressão, pois Roger Lancelyn Green tem uma capacidade extraordinária de narrar toda a acção.
Trata-se da história bem conhecida de Robin dos Bosques e é daquelas obras que irei recordar para todo o sempre. Parti para esta leitura cheio de expectativas, pela simples razão de ser um dos mais antigos clássicos ingleses.

Numa nota do autor presente neste livro, constatei que o mesmo resulta de uma pesquisa por ele feita a uma colecção de baladas em prosa/verso, e peças populares medievais relativas a este mítico e lendário herói.  As mudanças de capítulo são antecedidas por excertos de baladas, que o autor pretendia que fossem o resumo de uma aventura e/ou a prévia apresentação de um novo personagem. Para além do mais, esta versão continha ilustrações maravilhosas.

Apesar da sua "bela" idade afigura-se uma obra bastante actual: mau governo, abuso de poder, corrupção, povo revoltado e injustiçado... bem, mas isso não é importante para o post. Questionei-me durante a leitura sobre se o autor, tal como eu, se terá sentido indignado com tais propósitos e terá utilizado a escrita de forma a expressar o seu desagrado. Penso que nunca o iremos saber, mas creio ter sido uma mais valia, pois ficámos a lucrar com essa sua suposta revolta, ao termos acesso a uma magnífica obra. Se era esse o seu propósito conseguiu-o, ao utilizar o misticismo de Robin dos Bosques, a encarnar um personagem, que representa a vontade de um povo, e fazer dele o herói que todos gostaríamos de ser.

Nesta obra, o que se torna impossível é ter só um personagem favorito. Todos os elementos do bando de Robin dos Bosques são tão audaciosos, corajosos e divertidos quanto o personagem principal. João Pequeno, Frei Tuck e outros mais são exemplo disso. Mesmo quando Robin não está presente nalguma dessas aventuras, o humor e a acção mantém o seu ritmo natural, o que nos leva a essa incerteza de favoritismos. O dito bando foi-se formando quando Robin se torna um fora-da lei e procura refúgio na floresta de Sherwood. Apesar de ser hábil no manuseamento de armas e a sua habilidade com o arco ser considerada a melhor do reino, não será por isso que ele se tornará líder deste grupo de marginais, mas pela bondade e sentido de justiça, que são a sua imagem de marca. Com o auxílio desse seu pequeno exército, tenta impedir a tirania do príncipe João que ocupa o lugar no trono indevidamente, e aguarda assim pela chegada do rei Ricardo Coração de Leão, legítimo rei de Inglaterra.  Injustiça estaria eu a cometer, se não referisse Lady Marian, a fiel e amada companheira de Robin, personagem que irá dar mostras do significado de um grande amor.

Apreciei imenso o facto do autor ser descritivo o suficiente sem se tornar maçudo e conseguir associar o humor a uma situação mais séria. Apesar de ter gostado da leitura, confesso que gostei mais de ver os filmes e séries que se antecederam. Com o decorrer dos anos a qualidade deles foi aumentando, e isso contribuiu para que o meu fascínio por Robin dos Bosques nunca esmorecesse.
Em opiniões anteriores já tinha mencionado o facto de ser fã incondicional de clássicos, adoro a linguagem arcaica, os floreados nos diálogos, as vivências do século, as armas utilizadas, as lutas, a defesa da honra, as juras de amor... e Roger Lancelyn Green oferece-nos tudo isso nesta história.
Espero que aqueles que desconhecem a história, vejam aqui uma oportunidade para o fazerem, e aqueles que conhecem a revivam com tanto agrado como eu.

Linked books...

Ivanhoe - Walter Scott

A Abadia do Pesadelo - Thomas Love Peacock (O autor desta obra foi referido na introdução já por nós lido, para representar esta referência. A opinião já se encontra disponível no nosso blog).

The Tale of Troy - Roger Lancelyn Green (Este título foi escolhido, entre outros do autor, no apêndice deste exemplar.  Sempre tive curiosidade sobre esta história e vi aqui uma oportunidade de a conhecer melhor)

Linked personalities...
Rei Eduardo I de Inglaterra
Rei Henrique VIII de Inglaterra
Rei Guilherme I de Inglaterra
Ben Jonhson
Alfred Noyes
Rei Haroldo II de Inglaterra
S. Jorge
Rei Ricardo I de Inglaterra
Linked places...
Abadia das Fontes (Inglaterra)
Floresta de Sherwood (Inglaterra)
Floresta Delamere (Inglaterra)
Batalhas das Cruzadas
Linked movies...


Robin Hood (1922)
(versão mais antiga, filme mudo completo disponível no youtube)


Trailer "The Adventures of Robin Hood" (1938)


 excerto do filme  "THE ADVENTURES OF ROBIN HOOD" (1955)


trailer filme "The Adventures of Robin Hood" (1991)


trailer oficial de "Robin Hood" (2010)


Linked looked up words... 
bordão s.m. Pau roliço e resistente que se leva à mão para servir de apoio; bastão de peregrino; cajado.
Palavra ou frase que se repete muito; lugar-comum.
Música O tom mais baixo em certos instrumentos; a corda mais grossa de certos instrumentos musicais, e que dá as notas graves.
patíbulo - s.m. Cadafalso, forca; o estrado da forca, guilhotina etc.
jugo - 1- peça de madeira colocada sobre a cabeça dos bois e que os atrela à uma carroça, arado, etc. - Canga 2- (Figurado) - situação de submissão à alguém por meio de violência - Sujeição.
gibão - n.m.1. Porção do fato ou de vestimenta que antigamente era utilizada para tapar o corpo dos indivíduos do pescoço até à cinta; 2. Género de casaco reduzido que é utilizado por cima de camisas;
3. Vestimenta de couro que é usada por vaqueiros. (Etm. do italiano: giubbone)
indemne - adj.m. e adj.f. 1. Que ficou ileso; que não sofreu danos; intacto ou incólume. (Etm. do latim: indemne)
arauto - Arauto é qualquer pessoa que apregoa, isto é, trata-se de um mensageiro. Na monarquia moderna, o arauto apregoa casamentos reais ou aclamações dos reis.
Na Idade Média, fazia as publicações solenes, proclamava a paz e declarava a guerra.
clava - Pau pesado, grosso, usado como arma. Um tipo de porrete. Maça.
palafrém - s.m. Na Idade Média, cavalo de parada dos reis e nobres. Cavalo elegante, de boa linhagem, próprio para montaria de senhoras.
menestrel - s.m. Músico-poeta ambulante da Idade Média. Os menestréis receberam vários nomes nos diferentes países da Europa. Na França eram chamados troubadours (trovadores) e jongleurs (malabaristas); na Alemanha, Minnesang; na Escandinávia, skalds (escaldos) e na Irlanda, bards (bardos). Os primeiros menestréis ingleses foram chamados scops.
bufarinheiro - s.m. Vendedor ambulante de bugigangas.
corola - s.f. Botânica. Verticilo das flores composto pelas pétalas, situado à volta dos estames e do pistilo. (Etm. do latim: corolla)
pilriteiro - s.m. Botânica. Planta da família das rosáceas. (Das flores dessa planta extrai-se um princípio ativo, que é tônico cardíaco poderoso, usado como auxiliar dos digitálicos no tratamento dos distúrbios do coração.) (Sin.: espinheiro-alvar.)
arção - s.m. Peça arqueada de madeira que faz parte da armação de uma sela.
fleumático - Fleumático: adj. Que se refere à fleuma. Que é insensível ao sofrimento ou à dor; que é frio e não sofre. Que demonstra paciência excessiva; que expressa pachorra; devagar. (Etm. do latim: phlegmaticus/ do grego: phlegmatikos)
imprecação - s.f. Ato de imprecar; maldição, praga.

1 comment:

  1. O contacto que tive com esta história foi feito, primeiro, com o célebre filme de 1991 protagonizado por Kevin Costner e com o fantástico e perfeito Alan Rickman, um actor que admiro muito pelo seu talento e por ser multifacetado.
    Depois, claro, vi a célebre adaptação da Disney que também adorei.
    Gostava muito de poder visitar algum destes lugares em Inglaterra.
    Quem sabe...
    Beijinhos
    Roberta

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