Thursday, February 27, 2014

Frei Luis de Sousa - Almeida Garret

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Foi a partir do livro O Músico Cego  de Vladimir Korolenko que chegamos aqui. Nesse livro, este título de Almeida Garret aparecia publicitado, enquanto livro da mesma colecção.

De Almeida Garret apenas tenho na memória, as várias tentativas frustradas para tentar ler a sua obra "Viagens na Minha Terra", sem nunca ter conseguido vencer o sono que se apoderava de mim ao fim de poucas páginas. Que livro tão aborrecido aquele. Nunca o consegui ler, apesar de ser uma leitura obrigatória no liceu (acabei por comprar um "bendito" livrinho dos apontamentos europa-américa). Lembro-me de pensar na altura, que se eu não o conseguia ler, gostando tanto de livros, nem queria imaginar o que seria um livro daqueles para os meus colegas.

Mas este é outro título, e espero que a má imagem que tenho do autor não influencie esta minha nova leitura.

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Se têm acompanhado os posts anteriores deste blogue, com certeza já sabem que o teatro, e em particular as tragédias, têm sido leituras fantásticas e inesperadas, e constituido uma maravilhosa descoberta pessoal. Este género cuja leitura dispensava e ignorava, tornou-se agora um dos meus favoritos.

No entanto, se as peças de Shakespeare e as tragédias gregas me fizeram uma leitora feliz, sobre este título não posso dizer o mesmo.

Não é que seja totalmente desinteressante, pois tem até um enredo que se poderia transformar numa boa tragédia, mas aqui é-nos exposto sempre como um texto tépido, sem emoção.

À história falta-lhe essencialmente conteúdo. Habituei-me a ler nos pequenos textos dos dramas shakesperianos e gregos sobre temas fortes e profundos, sobre questões base da humanidade, trabalhados de forma exímia. Habituei-me também a ver personagens com igual força de carácter e marcadamente sofridos e vítimas de um qualquer infortúnio que sobre eles se abate. Aqui os personagens até aparentam alguma força inicial, mas à medida que o texto avança damo-nos conta que são mais ocos do que aquilo que deveriam, e a tragédia que deveria ser o desenlace da história, é apenas um fado morno, e que acaba por nem fazer muito sentido.

Até estava tudo bem para uma tentativa de tragédia, e acabei o livro, nem gostando nem desgostando. Contudo fiquei deveras decepcionada por "ouvir" o autor no final do livro, na memória lida ao conservatório, discorrer sobre as "maravilhas" da sua obra, e comparando-se aos autores gregos, equiparando este seu texto às grandes obras gregas que constituem património mundial. Que engano o seu, e que longe está desse ponto.

Sinceramente, não vejo nenhuma vantagem em ler esta peça. Dela nada retirei, apenas mais um ponto negativo na minha memória sobre este nosso autor português Almeida Garret.

Linked opinion by other bloggers...
no blog "De Estranha a Bizarra"
no blog "Dos Meus Livros"
em o "Cantinho do Bookaholic"

Linked books...

Os Lusíadas - Luis Vaz de Camões (foi mencionado "o livro para dar memória aos mais esquecidos" de Luis de Camões)

Menina e Moça - Bernardim Ribeiro ("Menina e Moça me levaram de casa de meu pai" é o princípio daquele livro tão bonito que minha mãe diz que não entende - diz Maria a Telmo seu escudeiro)

Mencionados nas notas, surgiram os títulos:
A Ilíada - Homero
Orlando Furioso - Ludovico Ariosto

As seguintes obras foram mencionadas pelo autor, na transcrição da memória lida ao conservatório:
Prometeu Acorrentado - Ésquilo
Édipo Rei - Sófocles
O Cativo de Fez - António Joaquim da Silva Abranches
Um Auto de Gil Vicente - Almeida Garret

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Canova
(mencionado na transcrição da memória lida pelo autor ao conservatório)
Thorvaldsen
(mencionado na transcrição da memória lida pelo autor ao conservatório)
Téspis
D.Sebastião
 Linked places...
Fez (Marrocos)
Linked coat of arms...
Armas dos Condes de Vimioso
Armas da Casa de Bragança
 
Linked historical battles...
Batalha de Alcácer-Quibir
Linked looked up words...
alfageme - espadeiro; barbeiro de afiava armas brancas.
séjana - cadeia, prisão; cadeia de cristãos entre os muçulmanos.
bergantim - navio de dois mastros que arma como um brigue e tem uma só coberta.
solau - antigo romance em verso, ordinariamente acompanhado de música.
remido - resgatado, liberto do cativeiro.
desarrazoar - ir contra a razão; disparatar, despropositar.

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