Tuesday, October 29, 2013

História Política do Diabo - Daniel Defoe

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Foi no livro "O Moinho à Beira no Rio" de George Eliot, que vi com agrado ser mencionado este título. Apesar de nunca o ter lido, nutro enorme admiração pelo seu autor, por ter sido o criador do meu livro favorito da infância : Robinson Crusoe. Para ser sincera, desconhecia até esta sua obra, pelo que foi com grande expectativa que iniciei esta leitura.

Este exemplar foi adquirido no site leilões.net (que já não existe, e que se utilizarmos o link antigo, somos redireccionados para o coisas.com)

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Infelizmente, fiquei desiludida com este livro. Não era nada o que esperava de Daniel Defoe...É claro que sabia que este seria um livro forçosamente diferente de Robinson Crusoe, porque é um género literário totalmente distinto, mas não esperei ter a sensação de que estava a ler um autor desconhecido. Acho que até prefiro "esquecer" que é o mesmo Defoe.

Esquecendo Robinson Crusoe, e atentando apenas neste título, devo dizer que não é um livro que eu aconselhe. Tem partes melhores e piores, umas mais interessantes que outras, mas essencialmente não me trouxe nada de novo. Acredito que no século em que foi escrito pudesse ter sido um obra de interesse, mas actualmente, nunca será uma obra para as "massas", mas para um "punhado" de leitores mais exigentes e interessados na história da literatura inglesa, ou no diabo e misticismos afins.

O texto é muito repetitivo. É um livro bastante extenso, mas se formos "espremer" a informação que dele retiramos, chegamos à conclusão que muito fica muito aquém das próprias promessas do autor. Defoe diz constantemente que "Vai dizer...", "Vai fazer", isto ou aquilo, e depois não concretiza, ou pelo menos não o faz como nos levou a crer inicialmente que faria.

O que menos me agradou foi o tom crítico a Milton, mais especificamente ao seu Paraíso Perdido. Penso que Defoe tentava o sarcástico e o irónico, mas sinceramente, a mensagem não me chegou dessa forma, talvez devido ao exagero que atingem as suas afirmações. A agressividade no seu discurso é tanta, e também tão repetitiva, que me passou uma imagem de um Defoe mesquinho, invejoso, ressentido e ressabiado. E fá-lo em nome de repor a "verdade" ou a "história", isto sim que só pode ser ironia, uma vez que Milton fala sobre a queda do diabo, para além de se tratar de uma obra poética. Na minha opinião Milton tinha quer em termos estruturais quer em termos de conteúdo, total liberdade, e as críticas de Defoe são no mínimo vãs e desnecessárias. Também totalmente infrutuosos são os seus poemas, que ele acrescenta ao texto, na tentativa (pareceu-me) de zombar dos de Milton.

Se ele não tivesse feito da obra de Milton algo tão recorrente no seu discurso, talvez eu até na leitura tivesse deixado passar. No entanto é impossível contornar o ataque aberto a Milton que Defoe encerra, e não era nada esta a imagem com a qual eu gostaria de ter ficado deste autor, já que como disse atrás é um escritor pelo qual nutro grande admiração.

Quanto a aspectos positivos, posso dizer que me agradou a sensação de que o autor estava muito bem documentado e que dominava o assunto sobre o qual estava a falar. Em especial em relação ao seu conhecimento sobre a Bíblia que acaba, como é natural, por ser uma das suas maiores referências. Agradou-me também as pequenas estórias que ele conta dentro da "História Política do Diabo". A estrutura dos capítulos também acho perfeita, embora como disse anteriormente, a informação retirada do capítulo não é bem a que está antecipada nas pequenas sinopses associadas a cada capítulo. E claro está, é um texto muito bem escrito, apesar de não me agradar muitas vezes o comprimento das frases, que amiúde me pareceram demasiado longas.

Resumindo:
a)  não fiquei a saber nada mais do que aquilo que já sabia sobre o diabo, o que não estava à espera após ler um livro de 424 páginas que se chama "História Politica do Diabo";
b) não consigo concordar com a ideia (mais ou menos estabelecida) de que se trata de um excelente livro sarcástico e irónico. Eu só senti agressividade e aviltamento.
c) o livro é repetitivo, longo e cansativo, e muitas vezes me apeteceu desistir.
d) a boa imagem que guardava do autor Daniel Defoe ficou tocada negativamente após ler este livro;

Não posso afirmar que não gostei, porque houve partes divertidas e interessantes no livro e é um livro que está bem escrito, bem fundamentado, e bem estruturado. Para além disso mostra a humanidade no seu pior, que apesar de não ser algo bonito de se "ver",  faz reflectir sobre a nossa natureza e comportamento. É também uma obra que tem a sua importância histórica no panorama literário inglês, e não só. Mas...não posso recomendar. Desculpe-me Defoe...

Linked opinions by other bloggers...
Esta é uma rubrica nova no nosso blog, e trata-se de deixar aqui um ou mais links com opiniões de outros bloggers, contrárias à nossa, para que os nossos leitores tenham uma informação mais completa sobre o livro:

Linked books...

Metamorfoses - Ovídio

O Paraíso Perdido - John Milton

Ilíada- Homero (foi mencionado o rapto de Helena e o cerco de Tróia)

Hudibras - Samuel Butler

The Sacred Theory of The Earth - Thomas Burnet (foi mencionado o Sr. Burnet no que concerne à sua teoria sobre o dilúvio)

The Ancient and Modern Ballads of Chevy Chase - Anon (foi mencionada a balada de Chevy Chase)

Eneida - Virgílio (foi mencionado o autor, mais do que uma vez até "As linhas de Virgílio...", etc., e este livro já está nossa lista de livros a ler)

As Aventuras de Robinson Crusoe - Daniel Defoe (mencionado na contracapa "Do Autor de..." e também nas notas "Sobre o Autor")

O Livro dos Snobs - W.M. Thackeray (publicidade da editora na badana deste exemplar)

De Divinatione - Marco Túlio Cícero

Doutor Fausto - Christopher Marlowe (foi mencionado o Doutor Fausto por diversas vezes no texto)

Conversas à Mesa - Lutero

The Lancashire Witch Craze, Jennet Preston and the Lancashire Witches, 1612 - Jonathan Lumby (Foi mencionada a História das Bruxas de Lancashire, e este foi o livro que encontrei mais próximo do tema)

O Caminho de Merlim - Jean-Louis Fetjaine (foi mencionado o personagem Merlim, e após procura, encontrámos este título à venda no site de leilões Coisas.com)

Prophecies Of Mother Shipton (foi mencionada Mother Shipton)

Linked people...
Papa Silvestre II
Saladino
Filipe II de Espanha
Luis XIV
Samuel Bochart
Mazarin
Oliver Cromwell
Miguel Servet
Jonathan Wilde
Andrew Marvell
Agostinho de Hipona
Sir Walter Raleigh
Linked mythological figures...
Cadmo
Júpiter
Prosérpina
Linked places...

Prisão de Newgate
Monte Parnaso
Abadia de Crowland
Catedral de Gloucester
Peak District
Linked flora...

Mandrágora
Beladona
Heleboro
Linked looked up sentence:

"Qui Contemplatione Creaturarum cognovit Creatorem"
significa: "Aquele que conhece o Criador pela contemplação da criatura"

Linked looked up words:

Taberá - Queima (uma conflagração, incêndio). Lugar de acampamento dos judeus no ermo do Sinai, descrito na bíblia, cuja localização exacta é desconhecida. Por causa de uma queixa ocorrida ali, Deus enviou um fogo que consumiu algumas pessoas na extremidade do acampamento. Mas quando Moisés suplicou a Jeová, o incêndio diminuiu ou extinguiu-se. Este incidente deu origem ao nome Taberá.

coevo -  que ou quem é do mesmo tempo ou da mesma época (contemporâneo, coetâneo).

acolitar - ajudar como acólito; acompanhar (para prestar serviços).

xibolete - No Velho Testamento está escrito que esta palavra foi usada para distinguir entre duas tribos semitas, os gileaditas e os efraimitas, que se encontravam em confronto. Os gileaditas, vencedores da contenda, bloquearam todas as passagens para o Rio Jordão a fim de evitar que os efraimitas sobreviventes pudessem escapar. Os soldados sentinelas exigiam que todos os que por lá passassem pronunciassem a palavra "shibboleth", mas como os efraimitas não tinham o fonema "x" no seu dialecto, só conseguiam pronunciar "sibboleth", utilizando o fonema "si" na primeira sílaba, sendo assim reconhecidos e executados.
Hoje em dia significa: sinal ou gesto combinado (senha), ou característica distintiva.

lhano - que mostra sinceridade ou franqueza (franco, sincero), por exemplo amizade lhana; que tem simplicidade no trato (simples, singelo); que demonstra amabilidade (afável, amável).

vitualhas - conjunto de provisões de alimentos (mantimentos, víveres).

mendaz - que mente por hábito (falso, mentiroso); em quem não se pode confiar (desleal, traiçoeiro)

precípuo - principal. Na jurisprudência diz-se dos bens que o herdeiro não é obrigado a trazer à colação, ou, vantagem que o testador ou a lei dá a um dos herdeiros.

arroubo - acto ou efeito de arroubar, enlevo, arrebatamento, êxtase, rapto, encanto.
Restituição, à massa da herança, dos valores recebidos pelos herdeiros antes da partilha.

"colação", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/cola%C3%A7%C3%A3o [consultado em 29-10-2013].
os bens que o herdeiro não é obrigado a trazer à colação.

"precípuo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/prec%C3%ADpuo [consultado em 29-10-2013].
Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

"lhano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lhano [consultado em 29-10-2013].
Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

"lhano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lhano [consultado em 29-10-2013].Que
Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

"lhano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lhano [consultado em 29-10-2013].
Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

2. Que tem simplicidade no trato (ex.: ficaram surpreendidos com os modos lhanos do rapaz). = SIMPLES, SINGELO

3. Que demonstra amabilidade (ex.: voz lhana). = AFÁVEL, AMÁVEL

"lhano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lhano [consultado em 29-10-2013].
Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

2. Que tem simplicidade no trato (ex.: ficaram surpreendidos com os modos lhanos do rapaz). = SIMPLES, SINGELO

3. Que demonstra amabilidade (ex.: voz lhana). = AFÁVEL, AMÁVEL

"lhano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lhano [consultado em 29-10-2013].
Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

2. Que tem simplicidade no trato (ex.: ficaram surpreendidos com os modos lhanos do rapaz). = SIMPLES, SINGELO

3. Que demonstra amabilidade (ex.: voz lhana). = AFÁVEL, AMÁVEL

"lhano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lhano [consultado em 29-10-2013].
Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

2. Que tem simplicidade no trato (ex.: ficaram surpreendidos com os modos lhanos do rapaz). = SIMPLES, SINGELO

3. Que demonstra amabilidade (ex.: voz lhana). = AFÁVEL, AMÁVEL

"lhano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lhano [consultado em 29-10-2013].
1. Que mostra sinceridade ou franqueza (ex.: amizade lhana). = FRANCO, SINCERO

2. Que tem simplicidade no trato (ex.: ficaram surpreendidos com os modos lhanos do rapaz). = SIMPLES, SINGELO

3. Que demonstra amabilidade (ex.: voz lhana). = AFÁVEL, AMÁVEL

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