Thursday, July 12, 2012

O Anjo Ancorado - José Cardoso Pires

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Este livro foi referenciado no texto de um outro livro do autor, nomeadamente em "O Delfim". Foi a primeira vez que tal aconteceu, que um autor menciona num livro, um outro livro seu. Não estava nos meus planos imediatos regressar a este autor tão cedo, uma vez que a minha ultima experiência de leitura não tinha sido totalmente satisfatória, mas aconteceu assim. Aconteceu, uma vez que estava na FNAC do Colombo a fazer tempo, e deparei-me com este livrinho muito barato das edições de bolso Bis Leya. Adoro estas edições, e como ainda tinha algum tempo para "matar", resolvi adquiri-lo e usá-lo para esse fim. Como tinha tinha tido uma experiência de leitura positiva com este autor, e outra menos positiva, ao iniciar a leitura deste livro, não sabia muito bem o que esperar.

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Esta revelou-se uma leitura satisfatória. É um pequeno livro, muito bem escrito, que conta uma história simples, em jeito de fábula, e com bastante significado. Ressalta da história as diferenças entre os seus personagens, constrastando as suas realidades diversas. Estas diferenças têm origem sobretudo no estrato social a que pertencem. Até os símbolos utilzados demarcam essa diferença, por exemplo, o carro de luxo que contrasta com a pobreza da aldeia (onde ainda nem havia electricidade). Tão distantes uns dos outros, interagem nesta história, num local, durante um breve período de tempo. Mesmo breve, serve esse tempo para ditar a incompreensão dos comportamentos de parte a parte. Não querendo entrar em pormenores para não acabar por contar a história, devo dizer que esta incompreensão ("velho nojento" por um lado, e "selvagens" por outro), me fez lembrar a pirâmide de Maslow. As motivações, segundo Maslow, são ditadas pelas necessidades, de acordo com uma pirâmide. Parece-me que os personagens desta fábula estão, uns na base (necessidades fisiológicas básicas) e outros no topo (necessidades de auto-realização), e daí que não exista um horizonte comum que permita a compreensão de parte a parte. Se as pessoas da aldeia se esforçam, por exemplo, para apanhar um perdigoto para comer, os do carro interrogam-se sobre o sentido da vida, punindo-se com uma intelectualidade cheia, mas que cai vazia nas suas vidas sem sentido. Se o homem parece já ter feito um pouco de paz com essa intelectualidade, remetendo-se para a apreciação dos prazeres do dia-a-dia, a rapariga auto flagela-se continuamente na procura de um sentido para a vida. Enquanto isso, a maior preocupação da rapariga da aldeia é terminar a renda para cumprir a encomenda, encomenda que só foi feita pelos ocupantes do carro vermelho, para se verem livres do seu irmão, porque o miúdo os estava a incomodar... Considero que este livro, se não se conhece ainda o autor, poderá ser um bom "sítio" para começar.

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Esculturas de Alexander Calder
Foram mencionadas as reproduções de Van Gogh. Aqui a obra "Starry Night" (Noite Estrelada) , que figura como uma das reproduções do pintor com maior sucesso.
Os Monstros de Bosch (aqui um estudo de monstros que está no museu Staaliche em Berlim)

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Corvo Marinho
Perdigoto, filhote de Perdiz
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Talbot Lago 2,5 lts.
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Recreação Periódica - Francisco Xavier de Oliveira 
A Tragédia Biológica da Mulher - Antoni W. Nemilow
Foi referida a poesia de Lorca e de Prévert, pelo que escolhi as seguintes obras, para as representar:
Alguns Poemas de Juventude - Frederico Garcia Lorca
Palavras / Paroles - Jacques Prevert
Foi mencionada Clara Zetkin, sobre a qual fiquei com curiosidade, pelo que estabeleço a seguinte obra enquanto referência:
Clara Zetkin e a Luta das Mulheres
Ovídio foi também mencionado. Considerei a obra do autor que já consta dos livros a ler deste blogue:

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 "I´ll get by as long as I have you..."



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Mercado de Les Halles (Paris)

Kungsgatan (Estocolmo, Suécia)

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